(Photo by James E. WYATT / US Customs and Border Protection / AFP
(Photo by James E. WYATT / US Customs and Border Protection / AFP

Sobe para 18 o número de mortes causadas pelo furacão Michael

O fenômeno, já reduzido a tempestade tropical, passou por Flórida, Geórgia, Carolina do Norte e Virgínia; autoridades acreditam que número de óbitos pode aumentar

O Estado de S.Paulo

12 Outubro 2018 | 10h41
Atualizado 13 Outubro 2018 | 12h38

Considerado o terceiro mais forte da história dos Estados Unidos, o furacão Michael devastou regiões da Flórida e deixou, segundo autoridades estaduais, um total de 18 mortos na Flórida, Geórgia, Carolina do Norte e Virgínia.

O número de óbitos deve aumentar neste fim de semana, uma vez que centenas de pessoas não foram encontradas na área de Panhandle, onde comunidades devastadas seguem incomunicáveis e no escuro. A intensidade do fenômeno foi reduzida ao longo das horas e o furacão passou a ser classificado como tempestade tropical.

Em Virgínia, 520 mil casas ficaram sem energia, segundo as autoridades. O Michael passou pela Flórida e foi subindo o continente, devastando cidades de outros estados como Geórgia e Carolina do Norte, que já havia sofrido recentemente com o furacão Florence.

Equipes de resgate, prejudicadas por quedas de energia e da comunicação por telefone, estavam batendo de porta em porta e usando cães farejadores, drones e equipamentos pesados ​​para procurar sobreviventes dentre entulhos em Mexico Beach e em outras comunidades costeiras da Flórida, como Port St. Joe e Panama City.

"Ainda não entramos em algumas das áreas mais atingidas", disse Brock Long, administrador da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA, na sigla em inglês), na sexta-feira, acrescentando que esperava ver o número de fatalidades subindo.

A rede voluntária de busca e resgate CrowdSource Rescue, com sede em Houston, informou que suas equipes estavam tentando encontrar cerca de 2.100 pessoas que estão desaparecidas ou que precisam de ajuda na Flórida, segundo seu co-fundador Matthew Marchetti. Nas redes sociais, haviam mensagens de pessoas que tentavam alcançar as famílias desaparecidas na região atingida.

O Michael atingiu o solo perto de Mexico Beach, na Florida Panhandle, na quarta-feira 10, como uma das tempestades mais poderosas da história dos EUA, com ventos de até 250 quilômetros por hora. Ele empurrou uma parede de água do mar para o interior, causando inundações generalizadas.

A tempestade tropical cresceu, em menos de dois dias, para categoria 4 na escala Saffir-Simpson, que vai até 5. Mais de 375 mil pessoas na costa do Golfo do México foram obrigadas a sair da região, mas o furacão foi tão rápido que muitos não tiveram tempo de se preparar, e outros tantos não obedeceram às ordens das autoridades de emergência. Em Panama City, madeira compensada e metal foram arrancados da fachada de um hotel. Uma parte do toldo caiu e quebrou a porta de vidro do local, e o resto da estrutura caiu sobre veículos estacionados abaixo.

Terceiro mais poderoso

Analisando a pressão barométrica interna, o Michael foi o terceiro mais poderoso furacão registrado nos EUA, atrás apenas da tempestade do Dia do Trabalho de 1935 e o furacão Camille, de 1969. E a tempestade deve suscitar ainda mais o debate sobre o aquecimento global.

Cientistas afirmam que o fenômeno é responsável por condições meteorológicas extremas mais intensas e frequentes, como tempestades, secas, enchentes e incêndios, e o Michael foi alimentado por temperaturas anormais da água no Golfo do México - de 4 a 5 graus acima da temperatura normal para este período do ano. /Reuters

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