Temendo trote, congressista desliga telefone na cara de Obama

Republicana da Flórida deixou o presidente eleito esperando na linha achando que fosse brincadeira de rádio

Efe,

04 de dezembro de 2008 | 07h22

Uma congressista da Flórida desligou o telefone na cara do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, e depois ainda o deixou esperando na linha, ao achar que as chamadas eram parte de um trote.   Veja também: Richardson admira etanol brasileiro CIA tem se mostrado maior teste de Obama O gabinete do presidente eleito   Ileana Ros-Lehtinen, que é republicana, estava trabalhando em seu escritório distrital, no sul do Estado, quando seu telefone celular tocou e um assessor lhe disse que era Obama. Segundo a congressista, um homem com uma voz como a do presidente eleito se apresentou como tal, sendo bruscamente interrompido por Ros-Lehtinen. "Lamento, mas acho que isto é um trote de uma das rádios do sul da Flórida conhecidas por estas brincadeiras", disse a legisladora, que em seguida desligou o telefone.   Momentos depois, o celular da congressista voltou a tocar, só que, desta vez, quem falava era o futuro chefe de gabinete de Obama, o congressista Rahm Emmanuel, que disse à sua interlocutora, de origem cubana, que não conseguia acreditar no fato de ela ter desligado o telefone na cara do presidente eleito.   Ainda incrédula, Ros-Lehtinen respondeu que não estava acreditando no novo telefonema e voltou a encerrar a chamada. Mais tarde, um funcionário da legisladora disse-lhe que o presidente da Comissão de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes, Howard Berman, precisava falar com ela urgentemente.   Berman então contou a Ros-Lehtinen que Obama queria agendar uma conversa, e a legisladora, ainda desconfiada e querendo se certificar de que não estava sendo vítima de um trote, pediu ao deputado que contasse uma história que apenas os dois conhecessem. Depois, a congressista recebeu um novo telefonema de Obama, que lhe disse: "Que engraçado você ter me deixado na linha duas vezes".   A congressista se desculpou dizendo que, no sul da Flórida, algumas rádios fazem esse tipo de brincadeiras, ao que Obama respondeu dizendo que o mesmo acontece em Chicago. Obama queria conversar com Ros-Lehtinen por ela ser a líder dos republicanos na Comissão de Assuntos Exteriores do Congresso americano, disse um porta-voz da congressista. Após parabenizar Obama pela vitória, Ros-Lehtinen sugeriu ao presidente eleito que consulte o senador Bob Menéndez sobre as políticas para Cuba.

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