'Tenho mais experiência do que Obama', diz Sarah Palin

Candidata a vice afirma que o rival nunca assumiu um cargo no Executivo e que ela é uma governadora

Agências internacionais,

22 de outubro de 2008 | 07h35

A candidata republicana à Vice-Presidência, Sarah Palin, afirmou durante entrevista à CNN que pretende usar sua experiência no Executivo como governadora do Alasca para promover reformas no governo americano, como a independência energética e colocar em ordem Wall Street se ela e John McCain forem eleitos. "Tenho mais experiência do que Barack Obama", afirmou.   Veja também: Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   "Será um governo de reformas porque isso é o que fui capaz de fazer como prefeita e governadora, você enfrenta interesses especiais e pessoais". Palin afirmou ainda que é preciso devolver aos americanos a fé em seu próprio governo. "Este é o governo deles e nós o colocaremos novamente ao seu lado".   Segundo a governadora, ela e o candidata à Presidência John McCain discutiram a possibilidade dela trabalhar pela independência energética do país no caso de vitória do Partido Republicano. "Este tem sido o meu forte como governadora de um Estado produtor". "Olho para essa questão e vejo que é um problema de segurança nacional e nossa oportunidade de prosperidade econômica". Palin afirmou ainda na entrevista à CNN que vai ajudar famílias que possuem crianças com necessidades especiais e colocar Wall Street em ordem, além de outras "missões" que ela e McCain estão discutindo.   A candidata enfatizou ainda suas credenciais no comando como prefeita de Wasilla e governadora do Alasca, contrastando com as acusações de falta de experiência de Obama, senador democrata em primeiro mandato. "Eu tenho sim mais experiência do que Barack Obama. Vocês sabem, ele serviu por seus últimos 300 dias antes de se tornar candidato à Presidência e nunca esteve num cargo do Executivo".   Chávez ditador   A candidata republicana Sarah Palin disse a um canal de TV hispânico que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, é um "ditador" e que a imposição de sanções a seu país poderia ser uma opção para contê-lo. "Estava em Wisconsin quando a senhora chamou Hugo Chávez de ditador", mencionou o jornalista Jorge Ramos, do canal Univision, o primeiro veículo de língua espanhola a entrevistar Palin. "Sim", disse Palin, confirmando que realmente se referiu a Chávez como um déspota.   A companheira de chapa de McCain se mostrou contrária a uma intervenção militar contra Chávez. "A ação militar tem sempre que ser a última opção, em qualquer dos problemas e desafios que temos ao redor do mundo", afirmou Palin, quem acrescentou que tanto ela como McCain odeiam guerras e amam a paz. "Queremos, através das negociações, e das sanções, se necessárias, pressionar ditadores como Hugo Chávez, para que vejam que não podem dirigir-se aos Estados Unidos da forma como querem", acrescentou.   A também governadora do Alasca acrescentou que o presidente venezuelano quer usar o petróleo como "uma arma" e destacou que isso ressalta a importância de os EUA alcançarem sua "independência energética", para serem "menos e menos dependentes de alguém como Hugo Chávez".   Seguindo a retórica de McCain, a governadora defendeu o reforço da segurança nas fronteiras americanas em um programa integral que buscaria, em uma segunda etapa, dar uma solução para os cerca de 12 milhões de imigrantes ilegais que vivem no país. Por outro lado, Palin se mostrou contrária a permitir que os imigrantes ilegais obtenham licenças para dirigir. Além disso, defendeu a continuidade das batidas contra estrangeiros em situação irregular, embora tenha dito que estas deveriam ser estudadas "caso a caso".

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