Kevin Lamarcque/Reuters
Kevin Lamarcque/Reuters

Sem oferecer provas, Trump diz ter sido grampeado por Obama

Presidente está sob pressão do FBI e outras agências de inteligência, que investigam contatos de seus assessores durante a campanha eleitoral com emissários do governo russo

O Estado de S. Paulo

04 de março de 2017 | 09h35

WASHINGTON - Sem oferecer provas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou neste sábado, 4, em sua conta no Twitter seu antecessor, Barack Obama, de grampear seu telefone durante a campanha do ano passado. Os tuítes foram publicados horas depois o site de extrema direita Breitbart, que era dirigido por seu assessor, Stephen Bannon, publicar uma acusação similar.

“Eu apostaria que um bom advogado poderia levar adiante um caso pelo fato de que o Presidente Obama grampeou meus telefones em outubro, antes da eleição!”, escreveu Trump “Como o Presidente Obama caiu tão baixo a grampear meus telefones durante o sagrado processo eleitoral. Isso é Nixon/Watergate. Cara mau (ou doente)!.”

Até a tarde, Obama não tinha respondido às acusações. Trump está sob pressão do FBI e outras agências de inteligência, que investigam contatos de seus assessores durante a campanha eleitoral com emissários do governo russo. Antes de deixar o cargo, Obama determinou a expulsão de diplomatas russos e sancionou o país por tentar interferir na eleição. 

Nas últimas semanas, o assessor de segurança nacional de Trump, Michael Flynn, renunciou ao cargo após a imprensa revelar que ele discutiu as sanções a Moscou com diplomatas russos antes da posse. O secretário de Justiça, Jeff Sessions, também ocultou em sua audiência de confirmação no Congresso o encontro com enviados russos. Outros assessores de Trump, como seu genro, Jared Kushner, também se reuniram com diplomatas de Moscou. 

Os ataques de Trump a Obama ocorrem quatro dias depois de seu discurso no Congresso, onde ele aparentou sinais de moderação. O presidente recorre à rede social frequentemente para atacar críticos e opositores. Ele já acusou falsamente Obama de ter nascido no Quênia. /AP

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