Adem Altan e Saul Loeb/ AFP
Adem Altan e Saul Loeb/ AFP

Trump ameaça arrasar economicamente a Turquia se país atacar os curdos

Milícia curda ajudou Estados Unidos a combater o Estado Islâmico; Turquia disse que não vai recuar apesar da advertência

EFE e NYT, O Estado de S.Paulo

14 Janeiro 2019 | 02h00

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu no domingo, 13, que "arrasará economicamente" a Turquia se o país atacar os curdos após a retirada das tropas americanas. Ao passo que os curdos não devem provocar a Turquia.

Esta é a primeira ameaça pública feita à Turquia, um aliado na Otan, em favor dos curdos - milícia que ajudou os Estados Unidos a combater o Estado Islâmico e vista como terrorista pelo governo turco.

A Turquia já se pronunciou e não vai parar de combater os curdos, apesar das ameaças de Trump.

Trump também mencionou a retirada dos dois mil soldados americanos na Síria, enquanto atacam "com força o pequeno califado restante" do grupo Estado Islâmico (EI). "Rússia, Irã e Síria foram os maiores beneficiados da política de longo prazo dos Estados Unidos de destruir o EI na Síria", escreveu no Twitter. Embora tenha admitido que "também nos beneficiamos, mas agora é o momento de trazer nossas tropas".

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, havia afirmado horas antes que está otimista sobre a possibilidade de chegar a um bom resultado para o conflito entre a Turquia e as milícias curdas da Síria. Pompeo reconheceu que o presidente da Turquia, Recep Tayip Erdogan, tem direito de defender seu país dos terroristas, mas ressaltou que as milícias curdo-sírias Unidades de Proteção do Povo (YPG) não são terroristas e merecem ser protegido.

Erdogan anunciou em dezembro que pretende lançar uma ofensiva no norte da Síria contra as YPG, grupo que considera terrorista pelos seus vínculos com a guerrilha curda da Turquia, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Por sua vez, os Estados Unidos são o principal aliado das YPG na sua ofensiva contra o EI.

A retirada das tropas americanas não foi bem recebida pelas milícias curdas, que consideram que o EI não foi vencido totalmente e também temem ficar em uma situação de indefensabilidade diante das ameaças da Turquia. /EFE e NYT

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