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Trump usou estratégias 'legalmente duvidosas' para não pagar mais impostos

Candidato republicano teria forçado credores a perdoá-lo em uma dívida que alcança dezenas de milhões de dólares, segundo 'New York Times'

O Estado de S. Paulo

01 de novembro de 2016 | 05h36

O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Donald Trump usou estratégias "legalmente duvidosas" para fugir dos impostos ao não declarar milhões de dólares em receita, segundo as informações do jornal The New York Times desta segunda-feira, 31.

Conforme a publicação, o magnata imobiliário forçou em 1990 para que parte de seus credores perdoassem dívidas após Trump declarar falência de seus três cassinos em Atlantic City (Nova Jersey).

O Serviço de Impostos Internos (IRS, na sigla em inglês) dos EUA, agência encarregada da arrecadação tributária, considera isso como uma dívida perdoada, uma vez que Trump deveria ter declarado essas centenas de milhões de dólares.

No entanto, o candidato à Casa Branca trocou essa dívida por ações corporativas de seu império quebrado, um manobra que, apesar de legal no contrato, foi desaconselhada por seus assessores, visto que o valor dos títulos era inferior ao nominal.

Os mesmos assessores, alertaram a respeito dos problemas que Trump poderia enfrentar se tivesse uma auditoria do IRS.

O NYT calculou que Trump deixou de pagar dezenas de milhões de dólares em impostos com essa manobra, apesar de que o número real seja desconhecido, já que o magnata não publicou suas declarações.

Especialistas em contabilidade consultados pelo jornal questionaram a legalidade da manobra de Trump, que segundo eles "não utilizou uma brecha" do sistema, mas "a levou além".

Em 2004, o Congresso norte-americano eliminou a regra que permitia trocar a dívida por ações corporativas.

Uma porta-voz da campanha de Trump, Hope Hicks, disse que a informação contida no artigo é um "mal-entendido" do jornal ou "má interpretação intencional da lei".

Semanas atrás, o jornal publicou que Trump conseguiu evitar o pagamento de impostos federais durante duas décadas após apresentar uma declaração em 1995 com US$ 916 milhões em perdas. /EFE 

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