Tom Brenner/The New York Times
Tom Brenner/The New York Times

Trump vai anunciar restrição de investimento da China em empresas dos EUA

Guerra comercial com países globalmente relevantes, como a China, tem sido uma das marcas protecionistas no governo do republicano

O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2018 | 18h49

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se prepara para anunciar nesta semana uma restrição de investimentos da China em empresas do país, segundo relataram fontes ao jornal britânico Financial Times.

De acordo com a publicação, o escopo exato das medidas ainda é alvo de discussões internas na Casa Branca. Trump designou o Departamento do Tesouro para redigir as restrições, que devem acompanhar a já anunciada tarifação extra sobre US$ 200 bilhões de produtos chineses.

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Ainda que não está claro se a restrição vai se aplicar aos investimentos chineses em fundos de capital de risco, que fornecem grande parte do capital inicial para startups de tecnologia dos EUA. 

Segundo o relato, para impor a medida, a administração Trump deve invocar a Lei Internacional de Poderes Econômicos de Emergência. O ato, que data da década de 1970 e foi usado em sanções a países como a Coreia do Norte e o Irã, dá ao presidente amplo poder para decretar emergência econômica. 

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Tom áustero

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, no Twitter, que vai tratar com maior reciprocidade a questão comercial "quem retirar barreiras artificiais" contra produtos americanos.

"Os Estados Unidos estão insistindo que todos que colocaram barreiras e tarifas comerciais artificiais sobre as mercadorias que entram em seu país removam essas barreiras e tarifas para serem atendidos com maior reciprocidade pelos EUA. O comércio deve ser justo e não uma via uma mão só", afirmou o presidente na rede social.

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A retórica de Trump coincide com o tom que ele tem adotado nos últimos dias. No começo da semana passada, ele pediu que o Escritório do Representante Comercial (USTR, na sigla em inglês) fizesse um levantamento de US$ 200 bilhões em produtos da China a serem sobretarifados em 10%.

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Em resposta, Pequim disse estar em "guerra comercial" com os EUA e prometeu "medidas duras" contra Washington. Em outras frentes, Trump duela com Canadá e México, parceiros do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), e a União Europeia. 

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