Doug Mills/The New York Times
Doug Mills/The New York Times

A América é uma nação em luto, diz Trump em Las Vegas

O presidente e a primeira-dama visitaram feridos pelo atirador do massacre de domingo e agradeceram policiais, socorristas e civis que ajudaram a 'evitar tantas mortes'; Trump evita falar sobre armas

O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2017 | 06h33
Atualizado 04 Outubro 2017 | 17h50

WASHINGTON - O massacre que ocorreu na noite de domingo deixou "o coração da América de luto", declarou o presidente Donald Trump, em Las Vegas, nesta quarta-feira, 4. "Os EUA são, verdadeiramente, uma nação em luto", disse o presidente, depois de agradecer policiais, bombeiros, socorristas, cidadãos que agiram como heróis ao salvar as vidas de várias pessoas no público do show country atacado pelo atirador Stephen Paddock. Pelo menos 59 foram mortos pelo atirador, que se suicidou. 

Acompanhado pela primeira-dama, Melania, Trump relatou casos isolados de pessoas que ajudaram a salvar outras durante o ataque, como o de um policial que estava no seu segundo dia de trabalho e também acabou ferido. "Cada herói salvou tantas vidas. A nação agradece àqueles que se sacrificaram", disse, em declarações na sede da Polícia de Las Vegas.

Hospital. Mais cedo, o presidente visitou o University Medical Center onde são atendidas várias pessoas atingidas pelo atirador. Assim como no pronunciamento, Trump evitou abordar o tema da venda de armas de fogo no país. 

"Não falaremos hoje sobre a violência das armas. Isto foi obra de uma pessoa doente e demente", declarou Trump a jornalistas na saída do hospital. "Quero destacar o trabalho dos profissionais que cuidaram das vítimas. Fizeram um trabalho indescritível. Não queremos ver algo assim novamente", ressaltou.

O presidente e Melania aterrissaram nesta quarta-feira, 4, no aeroporto internacional McCarran, de Las Vegas, por volta das 9h40 local (13h40, em Brasília).

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Trump e a primeira-dama, vestida completamente de preto em sinal de luto, foram recebidos por autoridades locais como a prefeita da cidade, Carolyn Goodman, e o xerife do condado, Joe Lombardo, entre outros. Acompanham eles na viagem o líder da maioria republicana na Câmara de Deputados, Kevin McCarthy, e o deputado Mark Amodei, representante republicano do Estado de Nevada.

"Este é um dia muito triste para mim, pessoalmente", disse o presidente americano em declarações à imprensa quando deixava a Casa Branca para viajar a Las Vegas. 

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O ataque

No domingo, da janela de seu quarto no 32° andar do hotel Mandalay Bay, Stephen Paddock, um aposentado de 64 anos, disparou contra uma multidão que assistia a um festival de música country durante um intervalo de entre 9 e 11 minutos com rifles semiautomáticos que tinha modificado para que disparassem mais rápido. Paddock matou 59 pessoas e deixou mais de 500 feridos, antes de se suicidar, segundo a Polícia.

Após o massacre, Trump tem evitado falar do controle das armas de fogo nos Estados Unidos, ainda que na terça-feira tenha reconhecido a bordo do Air Force One que "talvez" esse debate seja reaberto "em algum momento".

Durante a campanha eleitoral de 2016, Trump recebeu o apoio da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), o maior grupo de lobby contrário ao controle de armas de fogo nos EUA, que destina milhões de dólares para proteger a Segunda Emenda da Constituição, que protege o direito a portar armas. Trump já retornou a Washington. / EFE e AP

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