EFE/Michael Reynolds
EFE/Michael Reynolds

Trump volta a falar em 'caça às bruxas'; advogado nega que presidente esteja sob investigação

Na sexta-feira, republicano já tinha admitido em seu Twitter que está sendo investigado por demitir ex-diretor do FBI

O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2017 | 14h37

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar em "caça às bruxas" para se referir a investigações sobre possível interferência russa nas eleições presidenciais americanas, em um post no seu Twitter neste domingo, 18. No mesmo dia, um dos advogados do presidente afirmou que Trump "não é e não foi investigado por obstrução". 

"O que importa é que o presidente não é e não está sob investigação", disse o advogado Jay Sekulow no programa da CBS "Face the Nation". No Twitter neste domingo, Trump elogiou a agenda "Make America Great Again", "apesar da distração da cação às bruxas". 

Na última sexta-feira, Trump já tinha admitido em seu Twitter que estava "sendo investigado por demitir o diretor do FBI pelo homem que me mandou demiti-lo", falando também em "caça às bruxas". 

A publicação levantou dúvidas, já que o presidente não cita nenhum nome, mas a mensagem foi publicada após ele ter se mostrado enfurecido e tachado de "falsa" a informação de que o procurador especial Robert Mueller está o investigando por possível obstrução da Justiça. Contudo, não está claro se o republicano se refere a Mueller, que foi nomeado procurador especial para investigar a conspiração russa após a saída de Comey, ou ao vice-procurador-geral americano, Rod Rosenstein, que elaborou um relatório no qual recomendava a demissão de Comey a Trump.

Além de negar que haja uma investigação federal sob o presidente, Sekulow tentou explicar a postagem de sexta-feira no Twitter de Trump. "O tweet do presidente foi uma resposta às cinco fontes anônimas que, supostamente, vazavam informações para 'The Washington Post' sobre uma possível investigação do presidente", disse. 

O jornal The Washington Post publicou, na semana passada, que Robert Mueller, advogado especial apontado para investigar o envolvimento russo nas eleições de 2016, estava investigando se houve obstrução de justiça por parte de Trump. 

"Caça às bruxas". Esse tem sido o termo preferido de Trump para se referir às investigações de suposta interferência russa nas eleições. A mensagem aparentemente se referia a Rosenstein, cujo papel na liderança da investigação federal tornou-se cada vez mais complicado.

O Departamento de Justiça e várias comissões do Congresso investigam alegações de cumplicidade entre a Rússia e o comitê de campanha de Trump para ajudá-lo a vencer as eleições e chegar à Casa Branca./AP e REUTERS

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