União Européia anuncia retomada de relações com a Rússia

Após retirada de tropas da Geórgia, reunião de cúpula na França discutirá temas políticos e econômicos

Redação com agências internacionais

28 de outubro de 2008 | 11h35

O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, disse nesta terça-feira, 28, que a União Européia retomará negociações com a Rússia em acordos de cooperação política e econômicas, interrompidas desde a invasão da Geórgia, em agosto passado. Segundo Kouchner, UE e Rússia participarão de uma cúpula em Nice, na França, país que preside o bloco, entre 13 e 14 de novembro. As relações russas com o ocidente ficaram estremecidas após o conflito. Moscou retirou suas tropas no começo deste mês. Kouchner se encontrou com o chanceler russo Sergei Lavrov em São Petersburgo, em uma reunião preliminar hoje, para discutir as bases do acordo.ArmasJá em Moscou, o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, disse que foi "míope" a decisão dos Estados Unidos de impor sanções sobre a exportadora estatal de armas russa, pois isso não afetará a Rússia de forma significativa. "É uma competição sem escrúpulos, simplesmente uma tentativa de fechar as portas para o fornecedor. E a coisa mais importante é que, para nós, essa decisão quase não será sentida. Isso deve ser levado em conta por quem tomou essa decisão." , disseNeste mês, Washington anunciou sanções contra a Rosoboronexport, exportadora estatal de armas russa, devido a supostas vendas de tecnologia sensível para o Irã. A Rússia diz que suas vendas estão de acordo com todos os acordos internacionais. AbkháziaPela manhã, o líder da separatista região georgiana da Abkházia, Sergei Bagapsh, anunciou o envio de contingentes militares adicionais à fronteira com a Geórgia devido ao agravamento da situação na região. "Depois da retirada das tropas russas da zona de segurança em território georgiano, a situação na fronteira se agravou bruscamente", disse Bagapsh, presidente da autoproclamada república da Abkházia, cuja independência foi reconhecida apenas por Rússia e Nicarágua.Os separatistas denunciaram que na semana passada quatro abkhazes foram mortos por comandos georgianos que entraram no território da Abkházia.Em entrevista à agência russa "Interfax", o líder afirmou que "os observadores da União Européia (UE) não estão em condições de pôr fim às atividades terroristas e de sabotagem da parte georgiana e, portanto, de garantir a segurança na região".A Missão de Observadores da União Européia (EUMM) na Geórgia, desdobrada na faixa de segurança que separa o território administrado por Tbilisi das regiões separatistas da Abkházia e Ossétia do Sul, é integrada por um total de 352 pessoas, 200 delas observadores.A presença da EUMM faz parte do plano para solucionar o conflito russo-georgiano que explodiu em agosto, após o qual Moscou reconheceu a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia.

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