Vaticano quer que novo presidente dos EUA promova a paz

Secretário de Estado do Vaticano declara que espera que o país continue a desenvolver 'sua missão' no mundo

04 de novembro de 2008 | 17h06

O secretário de Estado do Vaticano declarou que espera que o país continue a desenvolver "a sua missão" pelo mundo. Veja também:Virada de McCain é difícil, mas pode acontecerImagens da eleição americana Estadao.com.br na terra dos ObamasDiário de bordo da viagem ao Quênia Confira os números das pesquisas nos EstadosObama x McCain Entenda o processo eleitoral  Cobertura completa das eleições nos EUA Dois representantes do Vaticano disseram nesta terça, 4, que independentemente do resultado das eleições presidenciais nos Estados Unidos, a Igreja católica espera que o presidente eleito promova a paz pelo mundo. O cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, questionado sobre a votação de hoje, disse que espera que "os Estados Unidos, como o grande país que é, como líder mundial, continuem desenvolvendo sua missão". Já o cardeal José Maria Saraiva Martins, ex-prefeito da Congregação das Causas dos Santos, afirmou que o próximo presidente dos EUA deverá "cooperar verdadeiramente" para a promoção da paz mundial. "O que desejo é que seja eleito o presidente que os norte-americanos querem", declarou. "As eleições dos EUA são importantes para todo o mundo. Espero que aquilo que os norte-americanos querem seja positivo para todos", ressaltou o cardeal, durante uma coletiva de imprensa no Vaticano. O cardeal acrescentou que espera que o chefe de Governo dos EUA "coopere verdadeiramente para encontrar uma solução ao problema da paz, que ponha um fim aos conflitos. Ele deve afirmar em todo o mundo os valores fundamentais humanos da liberdade, da justiça e da igualdade, pois são valores fundamentais que regulam a convivência humana". Questionado sobre se uma possível vitória de Barack Obama favoreceria as iniciativas para o diálogo multicultural e inter-religioso, Saraiva respondeu que "esse tipo de diálogo deveria estar totalmente desligado de fatores ligados ao modo pensar dos dirigentes".

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