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Venda de entradas para posse de Obama vira crime nos EUA

Lei prevê prisão e multa de até US$ 100 mil; ingressos para evento oficial são vendidos a US$ 2,5 mil na internet

Efe,

14 de janeiro de 2009 | 18h18

O Senado dos Estados Unidos aprovou uma lei que torna crime a venda ou falsificação das entradas para a cerimônia de posse de Barack Obama, informou nesta quarta-feira, 14, o escritório da senadora e patrocinadora da medida, Dianne Feinstein. A lei, aprovada na terça-feira à noite, impõe uma multa de até US$ 100 mil e de até um ano em prisão às pessoas que infringirem a norma, afirmou a parlamentar em comunicado.  Veja também:Bush declara estado de emergência para a posse de Obama "A inauguração presidencial é um dos rituais mais importantes de nossa democracia. A oportunidade de ser testemunhas (do fato) não deve ser vendida ou comprada como entradas, como se fosse um evento esportivo", disse a senadora. "Estas entradas são gratuitas para o povo americano e, assim, devem continuar sendo", destacou. Feinstein espera que a Câmara de Representantes aprove a medida para que esta se transforme em lei e, desta forma, "seja possível impedir os vigaristas e os que procuram lucrar com este evento importante". Além disso, disse no comunicado que, em novembro, o site de leilões eBay assegurou que proibiria a venda dos ingressos para a posse em seus sites. No entanto, nesta terça o eBay tinha anúncios para as entradas para um dos dez eventos oficiais, o "Aloha", por US$ 2.500 cada um. A única exceção à lei se refere aos comitês de ambos os partidos encarregados de coordenar as cerimônias e atividades públicas por ocasião da posse. Nesse caso, a regra permite que os comitês continuem recebendo doações em troca de entradas para a posse para financiar suas atividades. Feinstein assegurou que as entradas para a 56ª cerimônia de posse, em 20 de janeiro, "são gratuitas e estão sendo distribuídas através dos membros do Congresso e do presidente eleito e do vice-presidente eleito."

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