Veredicto de motorista de Bin Laden divide candidatos nos EUA

McCain afirma que caso mostrou que sistema de julgamentos funciona; Obama critica demora

Reuters,

06 de agosto de 2008 | 17h52

Os candidatos à Casa Branca tiveram opiniões diferentes nesta quarta-feira, 6, sobre o veredicto do tribunal militar em Guantánamo que considerou culpado o ex-motorista de Osama bin Laden, Salim Ahmed Hamdan. O republicano John McCain afirmou em nota que o julgamento indica que "o sistema funciona", enquanto o democrata Barack Obama declarou em comunicado que o fato do caso ter levado "vários anos em desafios legais para assegurar uma condenação por apoio material ao terrorismo destaca as perigosas falhas no sistema de administração legal."  Veja também:Obama x McCain Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  McCain disse que "Salim Ahmed Hamdan, confidente de Bin Laden, foi representado por um conselho que o defendeu vigorosamente". "Esse processo demonstra que comissões militares podem efetivamente trazer terroristas muito perigosos à justiça", continuou. Para o republicano, o fato do júri não ter declarado Hamdan culpado em todas as acusações demonstra "que eles pesaram as evidências com cuidado". O comunicado de McCain ressalta que ele apoiou a criação de tribunais militares, enquanto Obama se opôs. O candidato republicano pediu o fechamento da prisão de Guantánamo. Ele diz que os presos podem ser transferidos para prisões militares dos EUA no Kansas. Por sua vez, o candidato democrata avaliou que "agora é tempo de proteger melhor o povo americano e nossos valores, trazendo a justiça imediata e adequada para os terroristas através de nossas cortes e código de justiça militar." Obama destacou que assim como "é importante condenar qualquer um que der suporte material para o terrorismo, passou muito tempo para a captura de Osama bin Laden e dos terroristas que assassinaram quase 3 mil americanos." O democrata também defende o fim de Guantánamo e diz que as cortes civis americanas e as tradicionais cortes militares podem realizar o julgamento dos detentos. Ele afirma que poderia aderir a convenção de Genebra, que proíbe o uso de tortura em prisioneiros de guerra. O presidente George W. Bush ressalta que as convenções não se aplicam a suspeitos de terrorismo.

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