52% dos britânicos querem saída de tropas do Afeganistão

Para 75% da população, militares que combatem no conflito não possuem equipamento adequado

Efe

28 de julho de 2009 | 04h40

Uma pesquisa publicada nesta terça-feira, 28, pelo jornal The Independent diz que 52% dos cidadãos do Reino Unido querem a saída imediata das tropas do país do Afeganistão e que 58% deles consideram que a guerra contra os taleban é impossível de ganhar.

 

Por outro lado, segundo o estudo, 43% são a favor da manutenção das forças do país em território afegão e 38% consideram que é possível superar os rebeldes. Para 75% dos consultados, as tropas do Reino Unido no país asiático não contam com o equipamento necessário para operar em condições minimamente seguras. Além disso, 60% dos que responderam à pesquisa não apoiam o envio de mais tropas e recursos à zona de conflito. Apenas 35% opinaram de forma contrária.

 

Esses números contrastam com o otimismo do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, o qual assegurou na segunda-feira, 27, que a primeira fase da operação do país no Afeganistão foi um sucesso, já que conseguiu retirar os taleban de uma ampla zona da província de Helmand diante das eleições afegãs, marcadas para agosto.

 

"Rejeitamos os taleban e também começamos a romper a corrente do terror que liga as montanhas do Afeganistão e do Paquistão com as ruas do Reino Unido", disse o líder trabalhista em alusão ao suposto envolvimento dos taleban nas atividades terroristas contra o Ocidente.

 

Desde a invasão do Afeganistão no final de 2001, como resposta aos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, 191 soldados do Reino Unido morreram no país asiático. O comandante das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e dos EUA no Afeganistão, general Stanley McChrystal, deve apresentar nesta semana seu plano estratégico, que exigirá, segundo antecipa a imprensa, a retenção dos territórios taleban conquistados pelas tropas aliadas.

 

No passado, as tropas ocidentais se viram obrigadas a abandonar posições já conquistadas por falta de soldados para conservá-las. Essa nova estratégia significa que será necessário alocar mais reforços às áreas capturadas para impedir que voltem a cair nas mãos dos taleban.

 

O governo do Reino Unido, por sua vez, quer que o Afeganistão lance um programa de "reintegração e reconciliação" destinado a recuperar os talebans moderados e separá-los do setor mais intransigente.

O ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, estabeleceu tal posição na segunda-feira, 27, na sede da Otan em Bruxelas.

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