'A vida pública não serve para mim', diz ex-mulher de Sarkozy

Cecilia Sarkozy acha que seu casamentocom o presidente da França, Nicolas Sarkozy, fracassou porqueela odiava estar sob os holofotes. "Para ele, (estar na Presidência) é como um violinista querecebeu um Stradivarius e de repente tem a chance de praticarsua arte. Não é a mesma coisa para mim", afirmou a agoraex-primeira-dama em uma longa entrevista publicada nasexta-feira pelo jornal regional L'Est Republicain. A assessoria de Sarkozy anunciou na quinta-feira que ocasal está em processo de divórcio, após 11 anos de matrimônioe apenas seis meses depois da eleição dele. "Tentamos de tudo, eu tentei de tudo. Mas simplesmente nãoera mais possível. A vida pública não serve para mim", disseela. "Sou alguém que gosta de estar à sombra, que gosta deserenidade, tranquilidade." Na mesma semana em que apareceu na sofisticada revistaParis Match, Cecilia afirmou que ela e o marido enfrentavam asmesmas dificuldades que qualquer casal. "O que aconteceu comigoaconteceu com milhões de pessoas: um dia você não tem mais seulugar no casal. Não é mais a coisa essencial na sua vida. Nãofunciona mais. As razões são inexplicáveis, acontece com muitagente." O casal tem um filho de 10 anos, e ambos já tinham doisfilhos cada de casamentos anteriores. Cecilia disse que agorapretende passar mais tempo com sua família. A confirmação da separação, após meses de especulações,dominou os jornais e noticiários de TV, deixando em segundoplano a greve dos transportes públicos no país. "Um homem solteiro no Palácio do Eliseu", disse o jornal LeParisien. "Nicolas Sarkozy sem Cecilia de agora em diante",indicou o Le Figaro. O casal já havia se separado brevemente em 2005, quandoCecilia se mudou para Nova York para ficar com outro homem. "Em2005, conheci alguém, me apaixonei e saí", contou ela. Regressou, segundo explicou, porque "queria tentar mecomportar corretamente e voltar para tentar reconstruir algo". Sarkozy ficou visivelmente abalado pelo episódio, poisperdeu peso e ficou irritadiço, levando alguns a questionar suacapacidade de governar sob estresse. A influência de Cecilia sobre Sarkozy era considerável, eanalistas especulam que o divórcio pode afetar a atuação dogoverno. Mas uma pesquisa do instituto CSA mostrou que 92 por centodos franceses não mudaram de opinião sobre Sarkozy devido aodivórcio, e 79 por cento acham que não se trata de um fatoimportante para a política francesa.

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