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Abbas pede fim dos assentamentos israelenses

Presidente da ANP alerta sobre o desastre que poderá acontecer caso Israel não cumpra suas promessas

Agências internacionais,

17 de dezembro de 2007 | 10h08

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, pediu nesta segunda-feira, 17, que Israel "cumpra seus compromissos" e coloque fim à expansão de seus assentamentos nos territórios palestinos, e solicitou que a comunidade internacional "passe adiante" para evitar uma "catástrofe" na Faixa de Gaza.  Abbas discursou na abertura da conferência de doadores para um Estado palestino em Paris, na qual a ANP espera arrecadar US$ 5,6 bilhõespara financiar seu programa de reformas nos três próximos anos. Os palestinos se manterão "fiéis a todos os compromissos e esperamos que os israelenses façam o mesmo", disse Abbas, ao pedir que Israel "coloque fim à expansão dos assentamentos e às 127 colônias que criou desde 2001". O presidente da ANP pediu que o Estado judeu suspenda os cerca de 500 controles colocados na Cisjordânia, assim como liberte os palestinos detidos em suas prisões. Abbas se dirigiu à comunidade internacional para pedir que vá "mais rápido" e mais longe que as meras medidas "de urgência e provisórias" de ajuda ao povo palestino. O plano trienal de reformas do Governo prevê medidas para o desenvolvimento de todos os territórios palestinos, incluindo Jerusalém Oriental, mas Abbas insistiu na necessidade de intervir na Faixa de Gaza para evitar uma "catástrofe". A Faixa de Gaza, sob poder do movimento islâmico Hamas desde que tomou seu controle à força em junho, é alvo de "um bloqueio injusto" sofrido na pele de seus habitantes, e não dos "golpistas", disse Abbas. A ANP, que destina mais da metade de seu orçamento à Faixa de Gaza para pagar o salário de 77.000 funcionários e ajudar as famílias mais pobres, não poderá agüentar muito tempo, segundo o líder palestino. "Se o golpe de Estado prosseguir, não poderemos continuar pagando sem uma ajuda" suplementar da comunidade internacional, advertiu. Pediu que as 90 delegações de Estados e de instituições internacionais que participam da conferência mobilizem "todos os esforços para aproveitar esta oportunidade única", aberta na reunião em Annapolis (EUA) realizada em 27 de novembro, que relançou o processo de paz para a criação de um Estado palestino. A ANP se comprometeu a dar mostras de "responsabilidade e transparência", e a trabalhar para garantir a segurança nos territórios.

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