Advogada deixa hospital em Zurique sem falar com imprensa

Pai de Paula Oliveira disse que ela está 'chocada e traumatizada' e pediu para não ser exposta aos jornalistas

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

17 de fevereiro de 2009 | 16h10

A brasileira Paula Oliveira deixou o hospital de Zurique na tarde desta terça-feira, 17, depois seis dias internada, e agora irá se recuperar em sua casa, na periferia da cidade suíça. A advogada evitou a imprensa e saiu pelo subsolo do hospital. Segundo seu pai, Paulo Oliveira, ela teria pedido para não ser exposta aos jornalistas.   Veja também: Paula mandou ultrassom falso aos amigos, diz revista Partido suíço quer processar brasileira por 'farsa' de ataque   "Estou aliviado por ela estar saindo do hospital. É um problema a menos. Mas ela está chocada e ainda bastante traumatizada", afirmou Oliveira. Ele confirmou que ainda não há um plano para o retorno de Paula ao Brasil. Na segunda-feira, o Itamaraty informou  que a advogada não poderá deixar a Suíça antes de obter a liberação da Justiça do país, mas ressaltou que continuará a dar "proteção" e "atenção" à cidadão brasileira.   Paula está sujeita a sofrer um processo penal por fraude ao final das investigações policiais da suposta agressão que teria sofrido de um trio de neonazistas em uma estação de trem nos arredores de Zurique, no último dia 9. Em seu depoimento, a advogada alegou que estava grávida e que havia abortado em consequência dos golpes - versão contrariada por laudo médico.   A repercussão do caso provocou desconforto nas relações entre o Brasil e a Suíça. Mas o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que o governo brasileiro não tem razões para pedir desculpas ao governo suíço, uma vez que apenas pediu uma "investigação correta" do caso, e que tem mantido contato direto com a chancelaria suíça.   (Com Denise Chrispim Marin, de O Estado de S. Paulo)  

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