Agressor de Berlusconi é absolvido

Massimo Tartaglina sofre de problemas mentais e não teve discernimento no momento do ataque

Efe

29 de junho de 2010 | 08h54

ROMA - Massimo Tartaglina, o homem que em 13 de dezembro jogou uma miniatura da catedral de Milão contra o rosto do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, foi absolvido no julgamento pela via rápida realizado nesta terça-feira, 29, na capital lombarda porque "não é imputável".

 

Berlusconi pediu a absolvição do próprio agressor porque o mesmo sofre de problemas mentais, embora com medidas de segurança "devido sua periculosidade", como permanecer na comunidade terapêutica na qual vive e submeter-se a exames a cada seis meses.

 

Massimo Tartaglia, de 42 anos, é um perito eletrônico em tratamento psiquiátrico há dez anos, que pelo relatório pericial apresentado hoje por dois analistas, no momento do incidente "não era capaz nem de entender, tampouco discernir", informam os meios de imprensa italianos.

 

Sobre a absolvição pesaram os relatórios dos dois psiquiatras, Antonio Marigliano e Fiorella Gazzale, pedidos pela juíza de Milão, Luisa Savoia.

 

Berlusconi sofreu uma lesão interna e externa no lábio superior, além da ruptura de dois dentes e a fratura no tabique nasal.

 

Por conta do incidente, o primeiro-ministro permaneceu internado durante quatro dias no hospital São Raffaele e afastado de suas funções públicas por duas semanas.

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