Ahmadinejad se diz favorável a dialogar com EUA em 'igualdade'

Líder iraniano afirma receber bem intenções de Obama após acusar Washington de ser cúmplice em agressões

Agências internacionais,

20 de abril de 2009 | 11h47

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, declarou-se nesta segunda-feira, 20, favorável a iniciar um diálogo com os Estados Unidos com base na "justiça" e no "respeito mútuo". As declarações foram feitas em entrevista coletiva em Genebra, após um pronunciamento em uma conferência sobre o racismo na ONU, na qual acusou Israel de ter um "governo racista" e os EUA serem cúmplices na política contra os palestinos.

 

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Ahmadinejad disse esperar que ocorram "mudanças concretas" na política externa anunciados pelo novo presidente americano, Barack Obama, e que recebe favoravelmente essas intenções. Por isso, lamentou que os Estados Unidos, junto com Israel, Itália, Austrália, Canadá, Polônia, Holanda, Nova Zelândia, Alemanha, tenham boicotado a conferência "de forma antidemocrática e queiram impor à minoria suas posições."

 

"A maioria dos problemas em nossa região têm como origem a interferência das potências estrangeiras, se não estivessem, muitos problemas seriam resolvidos", disse Ahmadinejad. "O regime sionista nos traz a guerra, e nós não achamos que a guerra seja a solução para o mundo", disse o presidente iraniano, que defendeu a convocação multirreligiosa de um plebiscito nos territórios palestinos "para que, de forma democrática, toda a população, muçulmanos, judeus e cristãos, se pronuncie."

 

Na mesma linha, Ahmadinejad defendeu a supressão do direito de veto com o qual contam os cinco países que formam o Conselho de Segurança da ONU por ser "injusto e discriminatório". "É injusto que cinco países tenham o direito de anular as decisões dos outros, que sejam os advogados, os juízes e os executores de suas ordens e sempre em seu próprio interesse", disse.

 

O líder iraniano acrescentou que o poder de veto "não ajudou em nada para solucionar os problemas no Líbano, Gaza, Iraque, Afeganistão e os conflitos africanos."

 

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