Al-Fayed quer que família real testemunhe em caso Diana

Pai do namorado da princesa diz que casal foi morto em ação baseada em planos para matar ditador iugoslavo

Efe,

30 de setembro de 2007 | 16h05

Os advogados do milionário egípcio Mohamed al-Fayed enviaram uma solicitação para que a rainha Elizabeth II, o príncipe Charles e o duque de Edimburgo, Philip, testemunhem na investigação sobre a morte da princesa Diana. Os trabalhos começam nesta terça-feira, dia 2, segundo revelou neste domingo o jornal The Sunday Telegraph.O magnata acredita que os três membros da família real britânica possuem informações relevantes sobre a morte, há pouco mais de dez anos, da princesa e de seu filho, Dodi al-Fayed. O pai do namorado da princesa, dono da loja de departamentos Harrods, acredita que o casal foi assassinado porque planejava se casar. Ele suspeita ainda que o duque de Edimburgo esteja envolvido no complô junto com membros do serviço secreto.A família real não será representada legalmente na investigação, que deve durar até março. Segundo o Sunday Telegraph, o juiz responsável pelo caso, Scott Baker, deve dispensar o comparecimento da rainha, do príncipe Charles e de seu pai, o príncipe Philip.Segundo outro jornal, o Sunday Times, os advogados de Fayed também pressionarão Baker para que John Scarlett, chefe do serviço de inteligência exterior (MI¨), seja intimado.O milionário egípcio quer que Scarlett explique por que o MI6 destruiu um documento secreto que mencionava supostos planos contra o ex-ditador iugoslavo Slobodan Milosevic, no qual as mortes de Diana e Dodi teriam sido tramadas. Segundo fontes próximas à investigação, o juiz, o quarto a assumir o caso, deve divulgar a lista de testemunhas na sexta-feira, antes que o júri visite o túnel no qual a princesa morreu.A investigação, que começa anos depois do acidente, vai custar 10 milhões de libras, afirma o Sunday Times. As despesas incluem os honorários de quase 20 advogados e o serviço de proteção contratado para os membros do júri.

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