Al Qaeda do Magreb assume sequestro de 'espiões' franceses

A Al Qaeda do Magreb Islâmico (AQMI), que atua no norte da África, reivindicou a autoria do sequestro de cinco estrangeiros no mês passado no Mali, e disse que dois dos reféns são espiões franceses.

JOHN IRISH, REUTERS

09 de dezembro de 2011 | 17h25

Em um comunicado obtido pela Reuters, junto com fotos de cinco homens que o grupo disse que foram sequestrados no Mali em dois incidentes separados no mês passado, o braço da Al Qaeda cobrou do presidente da França, Nicolas Sarkozy, a retirada de tropas de países muçulmanos em troca da libertação dos reféns.

"A AQMI tem a satisfação de assumir a responsabilidade pelo sequestro, na noite de 24 de novembro no leste do Mali, de dois espiões do serviço secreto francês", disse o grupo.

Inicialmente, os dois reféns franceses foram identificados no seu país de origem como geólogos que estariam trabalhando na cidade de Hombori, perto da fronteira com Burkina Faso. A imprensa francesa posteriormente informou que eles pertenciam aos serviços de inteligência.

A chancelaria francesa não estava disponível de imediato para confirmar a afirmação do grupo, que disse ter sequestrado outros três ocidentais durante uma segunda ação no dia 25 de novembro.

Um holandês, um sueco e um sul-africanos foram capturados naquela noite na cidade histórica de Timbuktu, e um cidadão alemão foi morto após reagir ao ataque.

A AQMI disse que realizou os sequestros para se vingar da prisão de alguns de seus combatentes no Mali, que foram depois extraditados para a Mauritânia. Os sequestros também eram uma resposta aos ataques de forças do Mali contra militantes da AQIM "para satisfazer os Estados Unidos e a França", indo contra "todos os princípios islâmicos".

O grupo, no entanto, negou que tenha sido responsável por sequestrar dois espanhois trabalhadores de agências de ajuda humanitária e um italiano de um campo de refugiados perto de Tindouf, no oeste da Argélia, em 23 de outubro.

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