Al Qaeda promete vingança contra a França

A ala norte-africana da Al Qaeda alertou a França que irá vingar a morte de combatentes seus em uma ação militar francesa no mês passado no Saara.

REUTERS

16 de agosto de 2010 | 09h32

Em nota postada em fóruns de muçulmanos radicais na internet, a Al Qaeda no Magreb Islâmico chamou o presidente da França, Nicolas Sarkozy, de "inimigo de Deus". O texto conclama tribos do deserto, espalhadas entre Mali, Níger, Mauritânia e Argélia, a se unirem à luta contra "os filhos e agentes da França cristã."

A ação militar francesa se destinava a tentar libertar o refém Michel Germaneau, de 78 anos, que acabou sendo morto pelos rebeldes.

A nota assinada por Abu Abnas al Shanghiti diz: "Ao inimigo de Deus, Sarkozy, eu digo: você perdeu a oportunidade e abriu o portão do horror para o seu país (...). Não digo que será hoje, amanhã ou depois, mas irá acontecer".

A Al Qaeda diz que a França atacou enquanto ainda havia negociações pela libertação de Germaneau. O governo francês afirma que tais negociações não ocorreram.

A nota diz que entre os militantes mortos na ação havia três integrantes de tribos tuaregues da Argélia, Mauritânia e Marrocos.

"Peço a essas orgulhosas tribos, cujos filhos caíram como mártires (...), que os vinguem matando os filhos renegados e agentes da França cristã", acrescentou a nota.

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