Alemã foi condenada em novembro por simular ataque racista

Justiça da Alemanha já condenou vários outros em casos de simulação de agressões neonazistas

BBC Brasil, BBC

18 de fevereiro de 2009 | 12h21

Em novembro passado, uma mulher foi julgada culpada pela Justiça da Alemanha, depois de simular um suposto ataque de neonazistas. O caso que mais chamou a atenção envolveu a estudante Rebecca K., em novembro de 2007. A moça, na época com 17 anos, afirmou que quatro neonazistas de cabeça raspada a atacaram e usaram um estilete para cortar uma suástica em sua cintura, quando ela tentava proteger uma criança de 5 anos, filha de imigrantes, que estaria sendo importunada pelos homens.   Veja também: Justiça processa Paula por falso testemunho Lapouge: Contradições do caso Paula Oliveira   A juíza que julgou o caso, em um tribunal da cidade de Hainichen, no leste da Alemanha, afirmou terem sido coletados indícios suficientes, incluindo exames de médicos legistas, provando que a garota desenhou ela mesma a suástica no corpo. Além disso, a garota que K. afirmou tentar salvar do ataque dos homens não se encontrava na cidade no dia do ocorrido. A jovem foi condenada a prestar 40 horas de trabalho em instituições sociais.   Em outro incidente parecido ocorrido em dezembro de 2002, uma filha de um cubano de 14 anos disse à polícia de Guben, cidade nos arredores de Berlim, ter sido atacada por neonazistas, que teriam gravado uma suástica em seu rosto. Mais tarde, a garota reconheceu ter inventado a história.   Em 1994, uma estudante deficiente, usuária de cadeira de rodas e moradora de Halle, no leste da Alemanha, contou à polícia ter sido atacada por três neonazistas que gravaram uma suástica na bochecha. A alegação se revelou, mais tarde, ser falsa. Após a primeira notícia do suposto ataque, mais de 10 mil pessoas foram às ruas da cidade protestar contra violência contra estrangeiros.   Em 2006, a poucas semanas da Copa do Mundo da Alemanha, um italiano Gianni C., de 30 anos, foi preso e julgado culpado por ter afirmado que foi atacado por skinheads em Berlim. Ele deu entrada no hospital com vários ferimentos, afirmando ter levado uma surra por neonazistas. O caso rendeu manchetes na imprensa internacional e jornais italianos chegaram a noticiar o aumento de ataques a estrangeiros no país. Pouco depois, a polícia achou um vídeo de uma estação do metrô berlinense, em que o italiano podia ser visto pulando os trilhos do metrô em aparente estado de embriaguez, levando vários tombos durante o trajeto. O rapaz recebeu ordem de prisão ainda na cama do hospital.

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