Alemães não têm mais vergonha de patriotismo--pesquisa

Tremular a bandeira nacional e ser abertamente patriótico eram um tabu na Alemanha até muito recentemente, mas depois de seis décadas tentando reparar os crimes dos nazistas, os alemães não têm mais vergonha de se chamarem assim, mostrou uma nova pesquisa.

REUTERS

29 Setembro 2011 | 15h18

A pesquisa Emnid, a primeiro do tipo feita pela revista Luterana Chrismon para sua edição de outubro, perguntou a 1.002 pessoas se elas se viam como cidadãs mundiais, europeias ou alemãs.

Em um país onde acenar a bandeira nacional vermelha, amarela e preta se tornou algo disseminado novamente desde a Copa do Mundo de 2006, sediada na Alemanha, 43 por cento dos consultados se considerou alemão, percentual que aumenta para 49 entre os que tem de 14 a 29 anos.

Apenas 17 por cento se classificaram como europeus, em um momento em que muitos alemães estão cada vez mais céticos sobre o custo de manter a moeda única da União Europeia, com resgates a países como o da Grécia.

Esse percentual aumenta para 22 por cento entre as pessoas de 30 a 39 anos.

Apenas sete por cento dos participantes se consideraram cidadãos mundiais, enquanto os restantes 32 por cento disseram que eram habitantes de sua província, cidade ou vilarejo.

O grupo que mais se identificou de perto com sua região são os alemães do sul. Um em cada quatro bávaros, povo notoriamente orgulhoso de sua raiz, deu à sua região prioridade sobre ser alemão ou europeu.

(Reportagem de Natalia Drozdiak)

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