Alemães se revoltam com comentários de Berlusconi sobre campos de concentração

Políticos da Alemanha condenaram neste domingo como "inaceitáveis" e "absurdos" os comentários do ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi de que os alemães negaram a existência dos campos de concentração nazistas.

Reuters

27 de abril de 2014 | 11h42

Yasmin Fahimi, secretária-geral do SPD, o partido social-democrata alemão, descreveu os comentários como "repugnantes, chocantes e completamente inaceitáveis".

"Esses lapsos não somente prejudicam a imagem da Itália, mas também colocam sob risco a cultura política e os valores europeus", disse ela à Reuters.

Ela pediu uma resposta da chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Os democratas cristãos de Merkel são aliados da Força Itália, partido de Berlusconi, no Parlamento Europeu.

O secretário-geral do partido de Merkel, Peter Tauber, declarou que os comentários eram "tão absurdos que não mereciam ser comentados".

Berlusconi afirmou no sábado: "Segundo os alemães, nunca houve campos de concentração."

A retórica anti-Alemanha tem se intensificado na Itália e em outros países endividados da zona do euro desde que a crise na região levou o governo alemão a exigir austeridade econômica.

(Por Madeline Chambers e Holger Hansen)

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