Alemanha eleva alerta de segurança após informação de ataque

A Alemanha anunciou nesta quarta-feira que dispõe de evidências claras de que militantes islâmicos estariam planejando ataques ao país para as próximas duas semanas, e ordenou a intensificação da segurança em alvos potenciais, incluindo estações de trem e aeroportos.

DAVE GRAHAM, REUTERS

17 de novembro de 2010 | 12h45

O ministro do Interior, Thomas de Maiziere, disse que as informações surgiram após uma série de bombas em pacotes enviados desde o Iêmen a alvos norte-americanos no final de outubro, coincidindo com bombas semelhantes enviadas por militantes gregos a alvos que incluíram a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel.

"A situação de segurança na Alemanha ficou mais séria", disse De Maiziere em coletiva de imprensa. "Temos indicativos concretos de uma série de ataques planejados para o final de novembro."

De Maiziere disse que "uma informação dada por um parceiro internacional após o incidente do Iêmen" avisou de um ataque planejado para o final deste mês. Investigações da polícia alemã "em conjunto com pessoas da área islâmica confirmaram independentemente os esforços persistentes de grupos islâmicos de lançar ataques na Alemanha."

A polícia alemã intensificou o nível de alerta em alvos potenciais, entre os quais aeroportos e estações ferroviárias, disse o ministro.

De Maiziere disse que a situação é comparável ao alarme de segurança que cercou as eleições federais alemãs de 2009.

Figura sênior do governo de centro-direita de Merkel, o ministro não pareceu atribuir importância tão grande à ameaça em um primeiro momento, no mês passado, quando EUA e Grã-Bretanha divulgaram avisos de que a Alemanha e a França poderiam ser atacadas pela Al Qaeda e militantes aliadas à rede.

No início deste mês, contudo, ele reconheceu que havia "indicativos sérios" de uma ameaça à Europa e aos Estados Unidos.

A Alemanha se vê há muito tempo como alvo potencial, devido ao fato de ter 4.950 militares no Afeganistão -- o terceiro maior contingente da força internacional de 150 mil soldados que combate a insurgência liderada pelo Taliban.

O país vem sendo em grande medida poupado de ataques terroristas de militantes islâmicos, apesar de os líderes dos ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos terem sido estudantes que viviam na Alemanha.

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