Alemanha expulsa quatro diplomatas sírios após caso de espionagem

Dois homens foram presos por suspeita de passar informações ao governo de Bashar Assad

Reuters

09 de fevereiro de 2012 | 12h27

BERLIM - A Alemanha expulsou quatro diplomatas sírios depois da prisão em Berlim, no início desta semana, de dois homens suspeitos de espionarem ativistas da oposição síria no país, informou o Ministério das Relações Exteriores nesta quinta-feira, 9.

 

Veja também:
especialMAPA: 
A revolta que abalou o Oriente Médio
mais imagens OLHAR SOBRE O MUNDO: Imagens da revolução
tabela ESPECIAL: Um ano de Primavera Árabe 

 

"Depois da prisão de dois supostos espiões, ordenei que quatro membros da embaixada síria em Berlim fossem expulsos", disse o ministro das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, em um comunicado.

 

Promotores alemães acreditam que os dois homens, presos na terça-feira, espionassem havia anos para os serviços de inteligência do presidente sírio Bashar Assad.

O embaixador da Síria em Berlim foi convocado pelo gabinete alemão das Relações Exteriores na terça-feira. "O governo alemão deixou bem clara mais uma vez sua opinião de que tal comportamento contra membros da oposição síria não era aceitável na Alemanha", disse o Ministério das Relações Exteriores no comunicado.

Em dezembro, um político dos Verdes em Berlim com ascendência síria, Ferhad Ahma, foi espancado em seu flat. Ele estava envolvido em atividades contra o governo de Assad e vários parlamentares de seu partido ligaram o ataque ao serviço secreto da Síria.

A sangrenta repressão da Assad aos 11 meses de revolta popular já matou mais de 5 mil pessoas segundo uma contagem da ONU. O governo sírio diz que está combatendo "terroristas" islâmicos apoiados por forças estrangeiras que já mataram 2 mil soldados e policiais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.