Alemanha ganha novo museu em campo de concentração

Museu montado em campo quase esquecido 'representa a vergonha da Alemanha', afirma ministro alemão

Efe

22 Julho 2007 | 19h17

O presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, e o ministro de Assuntos Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, inauguraram neste domingo, 22, um museu no antigo campo de concentração de Flossenbürg, com um apelo contra o esquecimento do nazismo.   "É impossível explicar a morte de milhares de pessoas. O importante é que a história não se repita", disse Yushchenko, que foi com a família ao lugar em que seu pai, Andrej, passou seis meses confinado como prisioneiro de guerra.   "Estamos em um local que representa a vergonha da Alemanha", afirmou Steinmeier, com relação ao campo de concentração que reuniu 100 mil pessoas presas, das quais 30 mil morreram. Flossenbürg, no sul da Alemanha, foi aberto em 1938 pelos nazistas, e seus prisioneiros foram libertados pelas tropas americanas em 23 de abril de 1945.   Trata-se do último dos antigos campos de concentração nazistas em que se abriu um centro de documentação para lembrar o ocorrido durante o Terceiro Reich. Até 1990, o local quase não era conhecido, apesar do monumento erguido em 1946, em memória das vítimas do nazismo.   Durante décadas, o campo de concentração foi considerado um mero cemitério, até a construção do novo museu, que possui uma exposição permanente que documenta o destino daqueles que permaneceram confinados no local.

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