Alemanha sofre com greve geral nos transportes

Passageiros estão impossibilitados de entregar ou receber malas em diversos aeroportos do país

Efe,

05 de março de 2008 | 07h45

As greves seletivas e de advertência no setor dos serviços públicos alemães alcançam nesta quarta-feira, 5, um novo apogeu com interrupções em massa nos transportes urbanos de diversas cidades, assim como nos principais aeroportos do país.   Desde o começo da manhã, abandonaram seus postos de trabalho os responsáveis dos serviços de bagagens dos aeroportos de Frankfurt, Düsseldorf, Munique, Colônia e Hamburgo, entre outros, onde os passageiros ficaram impossibilitados de entregar ou receber suas malas.   "Os serviços de bagagens não estão operando", afirmou Peter Büddicker, porta-voz do sindicato alemão de serviços públicos "ver.di" , que assinalou que no aeroporto de Dortmund o pessoal de terra responsável por fornecer combustível aos aviões e por limpar as pistas também parou.   A companhia aérea alemã Lufthansa decidiu cancelar preventivamente 142 vôos, enquanto se esperam grandes atrasos no tráfego aéreo em todo o país devido às greves.   Além disso, os transportes públicos irão parar nesta quarta em grandes cidades do oeste da Alemanha, especialmente no estado da Renânia do Norte-Vestfália, onde ônibus, metrôs e bondes não vão circular.   Em Berlim, começou nesta quarta uma greve por tempo indeterminado dos trabalhadores da empresa de transportes público BVG, com a paralisação quase total dos serviços de ônibus, metrôs e bondes.   Os sindicatos alemães do setor "ver.di" e "dbb Tarifunion" reivindicam aumentos salariais de 8% para os trabalhadores dos serviços público ou pelo menos um aumento salarial de 200 euros por mês, enquanto a patronal não oferece mas de 5% de alta salarial.

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