Aliança russa com Chávez garante segurança da AL, diz Moscou

Presidente da Rússia recebe o líder venezuelano, que está no país para comprar armamentos

Agências internacionais,

22 de julho de 2008 | 08h27

O presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou nesta terça-feira, 22, ao venezuelano Hugo Chávez que a ativa cooperação entre Moscou e Caracas "se converte em um dos fatores-chave da segurança regional" na América Latina. Chávez chegou ao país em uma visita cujo objetivo é a compra de armas esta está interessado em tanques, sistemas de defesa antiaérea e submarinos russos.   "Nos últimos tempos, nossos contatos e relações adquiriram um caráter não só estável, mas muito dinâmico", disse Medvedev ao receber Chávez, que realiza sua sexta visita ao país. Segundo o líder russo, a prova do elo entre os dois países é o rápido crescimento do comércio bilateral, que no ano passado foi duplicado em relação a 2006, a maior parte por conta da compra de armas russas do governo venezuelano.   Chávez parabenizou Medvedev pela posse, em maio deste ano, e se mostrou convencido de que a eleição do novo chefe do Kremlin será uma "garantia da segurança e da estabilidade dos dois países e do mundo inteiro", segundo a agência oficial russa. Logo em sua chegada, o presidente expressou suas "grandes esperanças" de que a visita permita a continuidade da construção de uma "aliança estratégica".   Segundo o venezuelano, os acordos firmados com a Rússia nos últimos anos, sobretudo a compra de armas, "garantiram a soberania da Venezuela, que é ameaçada pelos Estados Unidos". Após as reuniões dos dois presidentes, Chávez seguirá negociando com executivos de grandes companhias dos setores armamentistas, energéticos e metalúrgico, com o objetivo de firmar novos acordos.   Segundo fontes do complexo industrial militar russo, ambos os países poderiam assinar vários contratos de armamento pesado no valor de US$ 1 bilhão, informou a agência russa Interfax. Caracas está interessada na compra de cerca de dez a vinte sistemas antiaéreos Tor-M1, os mesmos que o Irã adquiriu no final de 2005. Também poderia ser fechada a compra de três submarinos da classe Varshavianka, projeto 636.07/22/10-25/08   O presidente venezuelano ainda transmitiu um recado do ex-líder cubano Fidel Castro, que parabenizou a Rússia pelo "renascimento" 16 anos após a queda da União Soviética.

Tudo o que sabemos sobre:
RússiaVenezuela

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.