Amsterdã vai perder um terço das 'vitrines' de prostitutas

Parte dos bordéis será vendida para dar lugar a residências ou a estabelecimentos comerciais

BBC Brasil,

21 de setembro de 2007 | 09h43

Parte de uma das maiores atrações turísticas de Amsterdã está prestes a fechar as portas. Um terço das casas de prostituição do famoso bairro da Luz Vermelha será vendido para dar lugar a residências ou a estabelecimentos comerciais.  A decisão foi tomada depois que a prefeitura conseguiu fechar negócio no valor de 25 milhões de euros (R$ 66 milhões) para comprar cerca de 51 vitrines usadas por prostitutas. O prefeito de Amsterdã, Job Cohen, disse que apesar de a prostituição ser legal na Holanda, há uma grande concentração da atividade no centro da maior cidade do país. Segundo Cohen, a indústria do sexo envolve exploração e tráfico de mulheres, além de outras atividades criminosas, como lavagem de dinheiro. "The Wallen", como a área é chamada em holandês, é uma das regiões mais antigas e pitorescas de Amsterdã, atraindo milhares de turistas todos os anos. Ao passear pelas ruas, pode-se ver prostitutas que se exibem por trás das vitrines. Várias delas costumam a utilizar o mesmo local diariamente e pagam cerca de 100 euros pelo aluguel. O prefeito disse não ter planos para acabar com a prostituição na cidade, já que a atividade faz parte de uma história de mais de 700 anos. "O que queremos é nos livrar da criminalidade", afirmou Cohen.  A medida, no entanto, está sendo alvo de críticas de grupos como o dos Trabalhadores Holandeses do Sexo, que acredita que a diminuição dos locais de trabalho vai aumentar a exploração das profissionais do sexo.

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