Angela Merkel pede 'investigação intensiva' sobre tragédia em festival

Dezenove pessoas morreram pisoteadas no Love Parade, em Duisburg; outras 340 ficaram feridas

BBC

26 de julho de 2010 | 09h54

 

BERLIM - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, exigiu nesta segunda-feira, 26, uma "investigação intensiva" sobre a tragédia de domingo em Duisburg, quando 19 pessoas morreram pisoteadas em um festival de música.

 

Angela se disse "horrorizada" com o acontecimento e acrescentou que tudo o que estiver ao alcance das autoridades deve ser feito para assegurar que mortes como essas nunca mais aconteçam. Promotores já abriram uma investigação criminal.

 

O grande fluxo de pessoas na saída de um túnel na entrada do festival Love Parade fez com que as 19 vítimas fossem pisoteadas. Outras 340 ficaram feridas no local, onde, segundo os organizadores do evento, havia 1,4 milhão de pessoas.

 

O número de participantes, porém, foi contestado. Uma autoridade de Duisburg disse que o local onde foi realizado o evento "comporta 300 mil pessoas". A revista Spiegel informou que o festival só tinha autorização para receber 350 mil pessoas.

 

Os sobreviventes culparam os organizadores do festival pelas mortes, alegando que o local era muito pequeno e que avisos de superlotação foram ignorados. Os organizadores disseram que nunca mais o Love Parade será realizado.

 

Merkel exigiu que as causas do incidente sejam esclarecidas. "O que aconteceu deve ser intensivamente investigado, porque as muitas pessoas que estavam felizes de ir em um evento como esse tiveram uma péssima experiência. Temos de fazer de tudo para que nada disso ocorra de novo", disse, acrescentando que o Love Parade acabou com um "triste fim".

 

O prefeito de Duisburg, Adolf Sauerland, disse que as causas do desastre devem ser encontradas, mas insistiu que enquanto as investigações não forem concluídas, ninguém pode ser culpado. "Isso não ajudaria as vítimas, nem suas famílias", disse Sauerland, acrescentando que 16 mortos já haviam sido identificados.

 

Segundo um porta-voz da polícia local, pelo menos seis vítimas eram estrangeiras com idades entre 20 e 40 anos e provenientes de China, Austrália, Itália, Holanda, Bósnia e Espanha.

 

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