Angela Merkel se reúne com sul-africano Nelson Mandela

Chanceler alemã discute problemas sociais com ex-presidente e analisa crise do Zimbábue

Efe

06 de outubro de 2007 | 16h40

A chanceler alemã, Angela Merkel, se reuniu neste sábado, 6, em Johanesburgo, com o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela. As conversas abordaram, entre outros assuntos, a assistência para o desenvolvimento, a ajuda financeira na luta contra a aids e os problemas sociais e econômicos que atingem o continente africano. A Alemanha é um dos parceiros comerciais mais importantes da África do Sul e também um dos maiores provedores de investimentos diretos no país. O volume da troca comercial entre os dois países ultrapassou US$ 100 bilhões em 2005, segundo estatísticas divulgadas pelo Governo sul-africano. Além disso, a Alemanha é o fornecedor mais importante da África do Sul, especialmente em bens de capital e transferência de tecnologia, e ocupa o quarto lugar entre os importadores de matérias-primas e produtos manufaturados sul-africanos depois de Estados Unidos, Reino Unido e Japão. Merkel chegou na última quinta-feira à África do Sul, na segunda etapa de uma viagem africana, na qual passou antes pela Etiópia e cujo destino final é a Libéria. Zimbábue Na cidade de Pretória, a chanceler alemã conversou na sexta-feira, 5, com o presidente sul-africano, Thabo Mbeki, e com empresários locais. Mbeki e Merkel analisaram os temas mais importantes da agenda africana, incluindo a crise do Zimbábue. Os países do sul da África pediram a Mbeki que intermedeie as negociações entre o partido governante e a oposição do Zimbábue para chegar a acordos que permitam pôr fim à crise política e econômica mais grave atravessada pelo país desde a sua independência, em 1980. De acordo com a chefe do Governo alemão, "todos os países africanos" devem estar presentes na cúpula com a União Européia (UE), que será realizada em Lisboa nos dias 8 e 9 de dezembro. "Cada nação deve decidir como será representada", disse Merkel, em referência à polêmica surgida por causa da possível presença na reunião do presidente zimbabuano, Robert Mugabe. União Européia, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia mantêm sanções pessoais contra o Governo de Mugabe, devido à falta de democracia e à violação dos direitos humanos no Zimbábue. O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, chegou a ameaçar não comparecer à cúpula, caso o governante zimbabuano se apresente em Lisboa.

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