Kay Nietfeld / dpa / AFP
Kay Nietfeld / dpa / AFP

Angela Merkel tem tremores em público pela segunda vez em 10 dias

Chanceler alemã, que já havia apresentado tremores em encontro com presidente da Ucrânia, voltou a manifestar problema e causar suspeitas sobre sua saúde; chancelaria minimiza questão e diz que agenda da política não será alterada

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2019 | 06h49
Atualizado 27 de junho de 2019 | 15h19

BERLIM - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, voltou a sofrer na nesta quinta-feira, 27, com um visível tremor nas mãos e pernas durante ato realizado no Palácio de Bellevue, em Berlim, horas antes de sua viagem a Osaka para a cúpula do G-20.

Merkel estava na sede da presidência do país para participar de cerimônia com o chefe de Estado, Frank-Walter Steinmeier, a ex-ministra da Justiça, Katarina Barley, que assumirá cargo no Parlamento Europeu, e a nomeação de sua sucessora, Christine Lambrecht.

Nas imagens transmitidas pelas emissoras alemãs, a chanceler, que completa 65 anos no próximo dia 17 de julho, aparece tentando conter os tremores e pouco depois rejeitando um copo oferecido por um assistente. Os tremores pararam quando ela conseguiu dar alguns passos. 

"Não há reunião cancelada hoje ou amanhã. A chanceler está bem e viajará como planejado de avião para Osaka", afirmou o ministério das Relações Exteriores. 

Segundo incidente

Na semana passada, Merkel tentou minimizar as especulações sobre seu estado de saúde após um episódio semelhante ao desta quinta, quando ela foi vista tentando controlar um tremor de mãos e pernas enquanto recebia o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski.

As imagens da chanceler sob o sol, com sinais de fraqueza física e segurando repetidamente as mãos para tentar acalmar o tremor, durante aproximadamente meio minuto e enquanto soava o hino alemão, se transformaram rapidamente em objeto de comentários na imprensa germânica.

"Estou bem. Bebi, pelo menos, três copos de água. Agora me sinto bem de novo", disse a chanceler na ocasião, atribuindo o tremor a um suposto problema de desidratação.

Ao contrário do ato com o presidente ucraniano, que aconteceu ao ar livre, no pátio da Chancelaria, a cerimônia desta quinta foi realizada dentro do Palácio de Bellevue.

A chanceler já se sentiu mal em dezembro de 2014 durante uma entrevista. Naquela época sofreu uma queda de pressão. Sua assessoria também explicou que era devido à desidratação. 

No poder desde 2005, Merkel, à frente de uma coalizão instável, planeja se retirar da política no final de seu mandato em 2021.

A Alemanha enfrenta nos últimos dias uma onda de calor com temperaturas, que chegaram a quase 39 graus em alguns pontos do país, embora o tempo promete uma pequena trégua até o fim de semana. / EFE, REUTERS e AFP

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