Apesar de ameaça de atentado, Putin confirma visita a Teerã

Presidente russo afirma em coletiva de imprensa que viaja para o Irã; governo não descarta ameaça de atentado

Agências internacionais,

15 de outubro de 2007 | 10h53

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta segunda-feira, 15, durante visita à Alemanha, que viajará ao Irã apesar dos rumores de que poderia ocorrer um atentado contra sua vida.   Veja também: Extremistas estariam preparando atentado contra Putin Irã desmente planos de extremistas para atentar contra Putin   Durante uma entrevista coletiva concedida ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel, jornalistas questionaram Putin sobre a viagem a Teerã mesmo sabendo dos rumores de planos contra a vida do líder russo. O presidente respondeu: "Mas é claro. Se eu fosse dar ouvidos a todas as ameaças e recomendações levantadas pelos serviços especiais, eu nunca sairia de casa".   No domingo, a agência de notícias russa Interfax citou uma fonte dos serviços especiais russos dizendo que militantes suicidas haviam sido treinados para atacar Putin no Irã.   O Kremlin confirmou que Putin foi informado sobre a ameaça. Mais cedo, um porta-voz do governo russo dizia não saber se Putin seguiria rumo a Teerã. O presidente deve desembarcar na capital iraniana na terça-feira, 16.   Em entrevista coletiva concedida por ocasião de um encontro teuto-russo na localidade alemã de Wiesbaden, Putin ressaltou que o conflito envolvendo o programa nuclear iraniano deve ser resolvido pacificamente, buscando uma solução que agrade a todas as partes.   A chanceler alemã, Angela Merkel, expressou-se em termos parecidos, apesar de ter pedido que o Irã colabore mais com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).   A visita de Putin, a primeira de um líder do Kremlin ao Irã desde a ida de Joseph Stalin ao país em 1943, tem atraído forte interesse, devido ao papel da Rússia de mediador em conversas de potências ocidentais sobre o programa nuclear iraniano.   Enquanto o Ocidente defende a pressão ao regime de Teerã com novas sanções para obrigá-lo a encerrar o enriquecimento de urânio, Putin se mantém firme na defesa do país e sustenta que não há provas de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares.

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