Apesar de ataque, França se diz pronta para iniciar saída do Mali

A França continua pronta para iniciar em março a retirada das suas forças do Mali, apesar de um ataque sofrido por seus militares na cidade de Gao, no norte do país africano, disse nesta sexta-feira o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francesas.

Reuters

22 de fevereiro de 2013 | 20h45

O almirante Edouard Guillaud disse a jornalistas após um discurso em Ottawa que não se surpreendeu com o ataque de quinta-feira em Gao, que resultou na morte de 15 militantes islâmicos por forças francesas e malinesas.

Antes, o ministro francês da Defesa havia dito que Paris poderia começar a retirar suas forças no início de março.

Guillaud disse que esse cronograma "obviamente se baseia nas condições ..., mas não vejo razão para não iniciar alguma retirada".

A França enviou tropas ao Mali em janeiro para conter o avanço de militantes rebeldes que desde o ano passado dominavam todo o norte do país africano. Há agora cerca de 4.500 soldados franceses estacionados no país.

Guillaud, em comentários iniciais à Reuters, atribuiu o ataque de quinta-feira ao grupo islâmico MUJWA, uma dissidência da Al Qaeda norte-africana. Essa facção controlou Gao até ser expulsa de lá no mês passado pelas forças francesas.

Para o comandante, novos ataques ainda devem ocorrer nos próximos dias. "Era tristemente previsível, e os próximos ataques vão fracassar assim como ontem."

Também nesta sexta-feira, cinco pessoas morreram em dois ataques com carros-bombas realizados por militantes islâmicos contra rebeldes autonomistas tuaregues do grupo MNLA em uma remota cidade malinesa na fronteira com a Argélia, segundo um porta-voz do MNLA.

(Reportagem de David Ljunggren)

Tudo o que sabemos sobre:
FRANCAMALIATAQUE*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.