Apoio a partido governista de Portugal cai com austeridade--pesquisa

O apoio ao principal partido governista de Portugal caiu para seu menor nível desde as eleições de 2011, embora permaneça à frente dos socialistas da oposição que descartaram o programa de austeridade orçamentária do país há dois anos.

Reuters

17 de agosto de 2012 | 14h28

O governo de centro-direita aumentou impostos, cortou gastos e fez reformas muito necessárias no mercado de trabalho dentro de um resgate de 78 bilhões de euros da UE/FMI para a nação endividada. Os credores internacionais o elogiaram pela sua determinação, mas a sua popularidade em casa vem diminuindo.

Uma pesquisa realizada pela Eurosondagem mostrou os Sociais-Democratas do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, com apoio de 34,1 por cento dos eleitores, 0,5 ponto percentual abaixo da sondagem anterior, há um mês. Os Socialistas tinham 33 por cento, aumento de 0,5 ponto percentual.

O outro membro da coalizão governista, o direitista CDS-PP, teve 10,1 por cento das intenções de voto, igual ao mês anterior.

Embora a pesquisa tenha mostrado que a coalizão iria ganhar uma nova eleição, seu apoio conjunto tem sido inferior aos cerca de 46 por cento necessários para maioria total, que possui depois de conquistar o combinado de 50 por cento dos votos no ano passado.

Uma nova eleição não deve acontecer nos próximos três anos, mas analistas dizem que a popularidade do governo -e seu mandato para os cortes orçamentários- pode despencar se não cumprir a promessa de tirar o país da recessão no próximo ano.

Passos Coelho reiterou na terça-feira que "2013 será o ano da inversão da situação econômica em Portugal", enquanto também se comprometeu a manter o rumo de austeridade.

Portugal está em sua mais profunda recessão desde a volta caótica do país à democracia na década de 1970, com a economia devendo encolher 3 por cento este ano. O desemprego está em níveis recordes de 15 por cento.

Já o apoio aos Socialistas na pesquisa da Eurosondagem era o mais alto desde que o partido perdeu a última eleição com 28 por cento dos votos. O partido tem feito campanha para suavizar a austeridade e dar pelo menos algum estímulo ao crescimento.

Os dois outros partidos no Parlamento, os Comunistas e o Bloco de Esquerda, tiveram pouca alteração no apoio, com 8,8 e 6,6 por cento das intenções de voto, respectivamente, de acordo com a pesquisa.

A pesquisa para a semanal Expresso e o canal de televisão SIC foi realizado com 1.011 entrevistados entre 9 e 14 de agosto e tem uma margem de erro de 3,08 pontos percentuais.

(Reportagem de Andrei Khalip)

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