Após 21 anos de prisão, ex-terrorista alemã é libertada

Eva Haule cumpre pena por atentado com bomba contra base dos EUA na Alemanha em 1985

Efe,

17 de agosto de 2007 | 09h36

Eva Haule, ex-ativista da organização terrorista alemã Fração do Exército Vermelho (RAF), poderá deixar a cadeia após cumprir 21 anos de uma condenação à prisão perpétua por sua participação num atentado contra uma base militar americana na Alemanha. O Tribunal Superior de Frankfurt anunciou nesta sexta-feira, 17, a decisão de dar liberdade condicional a Eva Haule. Em abril de 1994, ela foi julgada culpada de triplo assassinato, no atentado com bomba cometido em 8 de agosto de 1985 contra o aeroporto militar americano da cidade. Haule, de 53 anos, cumpre pena em regime aberto no presídio para mulheres de Berlim-Neukölln. Ela só precisa pernoitar na instituição. A decisão do tribunal de Frankfurt estabelece um período de liberdade condicional de cinco anos, provavelmente a partir de terça-feira. A condenada ficará sob supervisão de um funcionário de justiça. Os juízes, após duas reuniões com Eva Haule, chegaram  à conclusão de que ela não representa mais perigo para a sociedade. A ex-ativista da RAF reconheceu que a violência como forma de luta armada não é admissível como meio para atingir metas políticas. Eva Haule é a segunda ativista da RAF que abandona este ano a prisão. Em março, Brigitte Mohnhaupt, ex-líder da organização, condenada por vários assassinatos e seqüestros políticos, também recebeu a liberdade. Após a captura da cúpula da segunda geração da RAF, em 1984, Eva Haule se tornou a "mulher de maior autoridade" dentro da organização terrorista, segundo os juízes que ditaram a sua pena, em 1988. Ela foi detida em agosto de 1986 com outros dois ativistas da RAF, numa sorveteria de Rüsselsheim. O grupo estudava informações sobre o Ministério de Cooperação Econômica. Eva Haule estudou pedagogia social, se formou na prisão como fotógrafa. A sua primeira exposição cm retratos de reclusas, no Parlamento da cidade-Estado de Berlim, em 2005, causou polêmica, sendo alvo de críticas da oposição liberal e democrata-cristã.

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