Após 24 anos, reator de Chernobyl ainda é ameaça, diz líder ucraniano

No dia do aniversáiro da explosão nuclear, vítimas pedem melhores compensações

AP

26 de abril de 2010 | 12h14

KIEV - O presidente da Ucrânia alertou nesta segunda-feira, 26, aniversário do pior acidente atômico do mundo, que o reator nuclear de Chernobyl continua a ser uma séria ameaça para a Europa.

 

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A explosão do reator em 1986 mandou uma nuvem de radiação sobre a Europa e severos problemas de saúde persistem depois de 24 anos. O presidente ucraniano Viktor Yanukovych disse que cerca de 2 milhões de pessoas sofrem de doenças causadas pela radiação.

 

O reator está recoberto por uma casca metálica, atualmente em deterioração, e o trabalho de reposição dessa proteção está muito atrasado. Yanukovych disse durante uma cerimônia nesta segunda-feira que o reator é uma ameaça "não apenas para a Ucrânia, mas para a Europa, Rússia e Bielo-Rússia". A radiação deixou partes da Ucrânia e da Bielo-Rússia inabitáveis.

 

Yanukovych colocou flores no monumento às vítimas da explosão em Chernobyl. Ele prometeu um melhor tratamento para as vítimas de Chernobyl e para aquelas que ainda sofrem com doenças relacionadas, dizendo que esse é um assunto de "consciência e honra".

 

O primeiro-ministro Mykola Azarov prometeu um melhor tratamento médico, maiores pensões e acomodação.

 

Em Kiev, um padre ortodoxo rezou perto de um monumento às vítimas de Chernobyl em frente a centenas que se aproximavam para pagar tributo aos que haviam morrido. Alguns deles reclamaram das compensações e tratamentos inadequados para aqueles que adoeceram depois de participar da limpeza do local.

 

"Nós perdemos nossa cidade, nós perdemos tudo. Toda vez as autoridades prometem aumentar nossas pensões, mas eles sempre mentem", disse Serhiy Krasylnikov um antigo trabalhador a fábrica que atualmente lidera um sindicato distrital de vítimas de Chernobyl.

 

Uma marcha foi planejada para a noite de hoje na Bielo-Rússia. Nos anos anteriores, grupos de oposição usaram marchas não sancionadas para protestar contra o governo autoritário. Neste ano, autoridades sancionaram a marcha.

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