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Após 4 anos, Espanha homenageia vítimas de ataques de Madri

Cerimônias lembram atentados contra estação de trem de Atocha, que mataram 192 pessoas

Efe e Associated Press,

11 de março de 2008 | 10h18

Os reis Juan Carlos e Sofía da Espanha e o chefe do governo do país, José Luis Rodríguez Zapatero, presidiram a homenagem às 191 vítimas dos atentados que aconteceram em Madri em 11 de março de 2004. As cerimônias começaram nesta terça-feira, 11, quatro anos após o ataque, no monumento de vidro construído em sua memória junto à estação de trens de Atocha.  Mulher homenageia vítimas do ataque na estação de Atocha. Foto: AP A tragédia é lembrada com a colocação de uma coroa de louros no monumento, um minuto de silêncio e a interpretação da obra "Da pacem domine" pelos corais da Capela Real de Madri e da Catalunha. Não está previsto que os políticos dêem declarações e a homenagem será encerrada com uma visita ao interior do monumento, onde estão escritos os nomes de todas as vítimas dos atentados cometidos por células islâmicas. Durante todo o dia, as bandeiras da União Européia, da Espanha e da comunidade autônoma de Madri de Puerta del Sol foram hasteadas a meio mastro em sinal de luto pelas vítimas dos ataques. As associações de vítimas também realizarão atos em homenagem nas proximidades das estações nas quais aconteceram as explosões nos trens. Sonsoles Espinosa, esposa de Zapatero (segunda na primeira fila) participou do coral. Foto: Efe Também comparece à cerimônia o líder do conservador Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, que se encontra com Zapatero pela primeira vez em um ato público após perder as eleições do último domingo para o candidato socialista. Anteriormente, a presidente da região de Madri, Esperanza Aguirre, e o prefeito da capital da Espanha, Alberto Ruiz-Gallardón, depositaram uma coroa de louros na fachada da Real Casa dos Correios de Puerta del Sol, no centro da cidade. A homenagem simples começou com a execução do "Réquiem" de Mozart, enquanto dois alunos da Academia regional de Polícia levaram uma coroa de louros com fitas com as cores da bandeira da Espanha e da comunidade autônoma de Madri. A cerimônia ocorreu dois dias depois das eleições gerais do país, nas quais o atual primeiro-ministro, José Luis Rodríguez Zapatero, obteve um segundo mandato ao derrotar Mariano Rajoy, do Partido Popular. Os socialistas encabeçados por Zapatero obtiveram 169 assentos no Parlamento, ante 153 do partido de Rajoy.  A campanha eleitoral de 2004 ficou obscurecida pelo atentado aos trens. A primeira vitória eleitoral de Zapatero - três dias depois dos ataques - contrariou todas as previsões, então apontando para a manutenção do poder pelo Partido Popular. Muitos eleitores em 2004 desaprovaram o comportamento do Partido Popular. Os líderes conservadores atribuíram os atentados ao grupo separatista ETA (Pátria Basca e Liberdade). Isso apesar das crescentes evidências envolvendo militantes islâmicos, que teriam agido em retaliação ao apoio do então primeiro-ministro José María Aznar à guerra no Iraque. Condenação Uma corte condenou, em outubro, 21 dos 28 acusados de envolvimento nos atentados de 11 de março. Eles foram culpados de acusações que iam da posse de armas ao assassinato em massa. O veredicto disse que a célula agiu para espalhar a guerra santa e não fez menção ao prévio apoio do governo espanhol à guerra no Iraque como uma razão para o massacre. A afirmação de que os militantes agiram em nome da Al-Qaeda foi feita em um vídeo, divulgado dois dias depois dos atentados. O ataque ao sistema ferroviário foi o mais mortífero ligado ao islamismo radical na Europa. Mais pessoas morreram - 270 - ao ser destruído um avião da Pan Am que sobrevoava Lockerbie, na Escócia, em 1988, mas este foi visto como uma ato terrorista político financiado pelo governo da Líbia, liderado por Muamar Kadafi, e não pelo extremismo islâmico.

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