Após 6 meses, Parlamento belga respalda governo interino

Depois de 196 dias sem Executivo, premiê é autorizado a dirigir o país e solucionar impasse político

Agências internacionais,

23 de dezembro de 2007 | 16h09

A Câmara de Representantes belga deu neste domingo, 23, o seu respaldo ao novo Executivo interino, liderado pelo atual primeiro-ministro, o liberal flamengo Guy Verhofstadt, que dirigirá o país nos próximos três meses e que tem entre suas tarefas mais urgentes a elaboração de um orçamento para 2008. O sinal verde para o gabinete interino, 196 dias depois das eleições legislativas do dia 10 de junho, coloca fim, pelo menos temporariamente, à profunda crise no país por causa da incapacidade do vencedor das eleições, o democrata-cristão flamengo Yves Leterme, de formar uma coalizão de governo.  O programa colocado por Verhofstadt recebeu, em uma sessão parlamentar extraordinária, o voto de 97 deputados, enquanto 46 o rejeitaram e um se absteve. O governo interino deve tomar medidas urgentes para combater o aumento do preço dos combustíveis e de alimentos, além de preparar as reformas institucionais que devem encerrar a tensão no país com dois grupos distintos. Uma das principais responsabilidades do governo interino será facilitar e negociar uma reforma de Estado consensual entre flamengos e valões, que, espera-se, culmine com a formação de um governo definitivo. Segundo a BBC, no entanto, não há garantias de que o novo governo consiga ser formado dentro dos próximos três meses. Para superar a crise, os partidos representantes das duas comunidades precisam superar as diferenças que mantêm em relação ao programa do novo governo, que visa conceder mais autonomia para as duas grandes regiões do país. A rica região de Flandres exige mais autonomia e a redução dos fundos que transferem à vizinha mais pobre, Valônia, que luta para manter a situação.

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