Após ataque, Turquia reforça tropas para fronteira com Iraque

Emboscada amplia pressão para que governo turco lance ofensiva; conflito já deixou 49 mortos na região

Agências internacionais,

22 de outubro de 2007 | 08h56

Dezenas de veículos militares seguiram para a região da fronteira com o Iraque nesta segunda-feira, 22, enquanto manifestantes protestam na Turquia exigindo a repressão dos rebeldes curdos após o ataque que matou 12 soldados em uma emboscada no domingo. O Exército confirmou ainda que 12 soldados turcos estão desaparecidos.    Veja também: Turquia busca solução diplomática para crise Entenda o conflito entre turcos e curdos  ''Turquia tem direito de defender-se''   Turquia pode ignorar apelos e lançar ofensiva   Um cinegrafista da AP Television News afirmou ter visto um comboio de 50 veículos militares, carregado de soldados e armas, em direção a cidade de Sirnak, no sudoeste do país. Ainda não está claro se a manobra deve apenas reforçar o contingente do Exército no país ou se sinaliza uma ofensiva contra o vizinho em breve.   O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, insistiu que a Turquia está disposta a lançar uma ação militar contra os rebeldes curdos no norte do Iraque, apesar dos pedidos de moderação dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).   Em entrevista ao jornal britânico The Times publicada nesta segunda-feira, Erdogan - que falou horas antes de o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) matar 12 soldados turcos - disse que seu país pediu sem sucesso aos EUA e ao Iraque que expulsassem os separatistas. Helicópteros e soldados turcos em terra responderam ao ataque, matando pelo menos 32 militantes.   O governo da Turquia enfrenta forte pressão pública nesta segunda-feira para realizar incursões no território iraquiano, a fim de combater guerrilheiros curdos que operam no norte do país.   O ataque, o pior em mais de uma década cometido por rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), aconteceu quatro dias depois de o Parlamento turco ter aprovado uma moção que permite que tropas do país entrem no norte do Iraque para agir contra as guerrilhas.   "Não temos que receber permissão de ninguém", ressaltou Erdogan. O premiê turco acrescentou que o PKK está se escondendo atrás dos governos dos EUA e do Iraque e utilizando armas americanas.   "Se um país vizinho está facilitando um lugar seguro para o terrorismo, nós temos direitos em virtude do direito internacional e utilizaremos esses direitos, e não precisamos da permissão de ninguém", disse.   Nesta segunda-feira, Erdogan terá uma reunião semanal de gabinete e deve discutir o aumento da violência do PKK e depois segue para Londres, para uma visita oficial.   Um cinegrafista da AP Television News afirmou ter visto um comboio de 50 veículos militares, carregado de soldados e armas, em direção a cidade de Sirnak, no sudoeste do país. Ainda não está claro se a manobra deve apenas reforçar o contingente do Exército no país ou se sinaliza uma ofensiva contra o vizinho em breve.   O preço do barril de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) registrou o sexto recorde consecutivo na sexta-feira e foi vendido a US$ 81,55. Entre os fatores que contribuem para a constante alta dos preços de petróleo está a tensa situação atual no norte do Iraque, na fronteira turco-iraquiana.

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