Após conversas com a Rússia, Hillary vê divisões sobre Síria

Ainda há grandes diferenças entre Rússia e Estados Unidos sobre a crise na Síria, disse neste domingo a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, enquanto finalizava uma viagem pela Ásia, na qual ela também conseguiu pouco progresso com a China ao tentar amenizar tensões. Hillary afirmou que pediu maior pressão sobre o presidente sírio, Bashar al-Assad, durante conversas com o presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, mas encerrou a viagem com pessimismo sobre as chances de ambas as partes chegarem a um acordo antes da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), neste mês.

Reuters

09 de setembro de 2012 | 14h22

"Se pudermos obter progressos em Nova York, antes da Assembleia Geral da ONU, certamente tentaremos", afirmou Hillary em Vladivostok. "Mas temos de ser realistas. Não tivemos conversas olho no olho sobre a Síria. Isso pode continuar. E, se isso continuar, então trabalharemos com Estados que pensam como nós para apoiar a oposição síria e apressar o dia da queda de Assad."

Hillary pareceu conseguir convencer pouco as lideranças chinesas e russas sobre a Síria.

"Nossos parceiros dos EUA preferem medidas como ameaças, crescente pressão e novas sanções contra a Síria e o Irã. Não concordamos com esses princípios", afirmou Lavrov após conversas com Hillary, no sábado. A secretária de Estado dos EUA afirmou que continuará trabalhando com Lavrov para ver se o Conselho de Segurança da ONU pode formalmente apoiar um acordo feito pelo enviado da ONU à Síria Kofi Annan, que visa a construção de um governo de transição na Síria.

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