Após eleições locais, Papandreau decide não dissolver Parlamento

O primeiro-ministro da Grécia, Georges Papandreau, descartou no fim da noite de domingo a possibilidade de antecipar as eleições parlamentares, depois de ter obtido apoio suficiente em eleições locais.

REUTERS

08 de novembro de 2010 | 07h28

A ameaça de eleições prematuras, como forma de decidir se prosseguiria com seu radical programa de austeridade, havia agitado os mercados, mas analistas disseram que a decisão de Papandreau removeu as incertezas no curto prazo.

Estimativas oficiais preliminares indicam que o Partido Socialista (Pasko), de Papandreau, estava na dianteira em 7 de 13 regiões da Grécia enquanto a centro-direitista Nova Democracia liderava nas demais. Em alguns locais, a disputa estava muito acirrada é e quase certo que haverá um segundo turno no próximo domingo.

Papandreou havia dito que dissolveria o Parlamento caso não conseguisse apoio para pôr em prática os cortes orçamentários e reformas definidas em maio, após o país ter recebido um socorro financeiro de 110 bilhões de dólares da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para salvar a Grécia da bancarrota.

Papandreou dissera que iria basear sua decisão amplamente em como seus candidatos se sairiam no primeiro turno da eleição nas 13 regiões.

(Por Ingrid Melander e Harry Papachristou)

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