Após França, Dinamarca prevê restrições a uso de véu islâmico

Regras vigentes no país já exigem que estudantes, professores e trabalhadores muçulmanos mostrem seus rostos

Agência Estado,

28 de janeiro de 2010 | 13h55

O governo da Dinamarca afirmou que o véu islâmico integral (niqab), usado por algumas mulheres muçulmanas, não faz parte da cultura nacional. Segundo a administração local, porém, não é necessário proibir essa vestimenta, pois elas já são limitadas pelas regras vigentes. Veja também: França deve aprovar lei que proíbe o uso do véu islâmico    O governo de centro-direita afirmou que o uso da burca - que cobre o corpo todo - e do niqab é algo "diametralmente oposto" aos valores sob os quais a sociedade dinamarquesa foi construída.   O governo pediu que fossem cumpridas integralmente as atuais regras, as quais permitem que dirigentes do setor público e privado exijam que estudantes, professores e trabalhadores mostrem seus rostos.   Um comunicado sobre o tema foi divulgado pelo governo dinamarquês nesta quinta-feira. O texto vem a público meses após uma discussão sobre se a Dinamarca deve ou não introduzir uma proibição para essas vestimentas. Discussão similar ocorre na França.   Um relatório feito a pedido do governo registra que apenas duas ou três mulheres usam burca na Dinamarca, e até 200 usam o niqab. As informações são da Associated Press.

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