Após massacre na Alemanha, Europa e EUA discutem violência

Durante a semana, jovem de 17 anos invadiu a própria escola, matou 15 pessoas e depois cometeu suicídio

Efe,

15 de março de 2009 | 21h23

Os ministros de Interior do G6 - Espanha, Alemanha, Reino Unido, Polônia, Itália e França - se pronunciaram a favor de uma ação global de toda a União Europeia (UE) contra a violência escolar, após o massacre cometido nesta semana por um jovem alemão de 17 anos em seu antigo colégio.

 

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O ministro alemão, Wolfgang Schäuble, disse que transmitirá esse pedido à Presidência da UE e à Comissão Europeia (CE), como conclusão da reunião feita neste domingo, 15, pelos seis maiores países europeus e a secretária de Segurança Nacional dos EUA, Janet Napolitano.

 

A sessão foi marcada pela comoção após o massacre escolar de Winnenden, em que Tim Kretschmer matou 15 pessoas - alunos e professores de sua escola em sua maioria - e, depois, se suicidou quando foi cercado pela polícia.

 

Para o anfitrião Schäuble, a resposta não está em umas leis de armas mais restritivas que as atuais. "Não acho que duas horas após algo assim estejamos em condição de saber de que novas leis precisa um país", disse o ministro.

 

A chanceler alemã, por sua vez, disse que pais e educadores devem vigiar melhor e evitar que os jovens tenham acesso às armas, disse Angela Merkel, em declarações à rádio pública "Deutschlandfunk".

 

"Temos que fazer tudo o possível para garantir que os menores não tenham acesso às armas", acrescentou. Para Merkel, isto pede maior controle sobre como se guardam em casa essas armas e munição.

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