Após veto irlandês, UE tem novo obstáculo para tratado

República Checa enfrenta problemas na rápida ratificação do Tratado de Lisboa e preocupa líderes do bloco

Reuters e AP,

20 de junho de 2008 | 16h02

A União Européia (UE) enfrenta um novo obstáculo em sua tentativa de salvar o Tratado de Lisboa. Líderes do bloco disseram nesta sexta-feira, 20, que a República Checa teve problemas para uma rápida ratificação do acordo após o veto irlandês.   Veja também: Irlanda rejeitou tratado por falta de entendimento, diz pesquisa Entenda o referendo na Irlanda e o Tratado de Lisboa   Agora, os 27 países membros do grupo têm outra incerteza sobre o futuro do acordo, originalmente designado para por fim a mais de uma década de discussões institucionais e reforçar a economia e política da UE no cenário mundial.   A maior parte dos líderes procuraram manter um clima otimista durante a cúpula de dois dias em Bruxelas, na Bélgica, destacando que a ratificação do acordo deve continuar, e que os planos tem que ser revistos junto com a Irlanda no próximo encontro, em outubro.   "Nossa aliança dá um impulso muito positivo para a solução final", declarou o primeiro-ministro esloveno Janez Jansa, que presidiu a reunião européia. Entretanto, o processo de ratificação na República Checa foi destacada na declaração final do encontro como uma nova dificuldade para a aprovação do Tratado de Lisboa.   Os líderes da UE reconheceram que Praga pode não completar a ratificação do acordo até sua avaliação pela Corte Constitucional checa, que provavelmente não acontecerá antes de outubro.   A República Checa enfrenta grande pressão da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, do presidente francês, Nicolas Sarkozy, e de outros líderes para completar a ratificação junto com os outros países pendentes, em uma estratégia que poderia isolar a rejeição irlandesa ao tratado e facilitar o facilitar o caminho da UE com o acordo, que já foi aprovado por 19 países.   "Eu assinei o Tratado de Lisboa e não pretendo retirar minha assinatura. Cabe a mim tentar convencer os legisladores que, se o processo de ratificação continuar, ele deve ser completado com sucesso", destacou o premiê checo, Mirek Topolanek.   Sarkozy e outros líderes alertaram que poderá não existir futuro para ampliações do bloco enquanto não for resolvida a crise política gerada pelo 'não' irlandês.  

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