Áquila pediu ajuda ao governo italiano 5 dias antes de tremor

Prefeito diz que informou sobre contínuos terremotos registrados meses antes, e queria estado de emergência

Efe,

18 de abril de 2009 | 09h45

O prefeito de Áquila, Massimo Cialente, pediu ajuda ao departamento de Defesa Civil do governo italiano cinco dias antes do grande terremoto de 6 de abril, que matou 295 pessoas. Em carta, sobre o qual informa neste sábado, 18, o diário italiano La Repubblica, o prefeito falava dos contínuos tremores de terra registrados na cidade meses antes da tragédia e do mal estado de alguns edifícios. Por isso, Cialente pedia declaração de estado de emergência.

 

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"Em relação aos graves e constantes episódios sísmicos cujo início se remonta a 16 de janeiro passado (...) pediria uma urgente aprovação de fundos para as primeiras emergências", diz a carta, com data de 1º de abril. A mensagem pede também "a declaração de estado de emergência a fim de efetuar as necessárias intervenções para o restabelecimento dos edifícios públicos e privados."

 

Além da chefia de governo, o telegrama foi enviado ao governador da região de Abruzzo, Gianni Chiodi, à conselheira regional de Defesa Civil, Daniela Stati, e à polícia de Áquila. "Fiz tudo que foi possível. Agora devemos só reconstruir o que perdemos tragicamente, chorar nossa dor e seguir adiante", diz Cialente ao periódico italiano.

 

A governadora da província de Áquila, Stefania Pezzopane, assegura que perante as contínuas chamadas feitas entre os dias 30 de março e 5 de abril, chegaram a dizer a ela que "era psicose."

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