Armada francesa vigia cruzeiro francês tomado por piratas

Autoridades da Somália pedem que Paris intervenha militarmente para reprimir seqüestro na costa africana

Agências internacionais,

08 de abril de 2008 | 08h54

Um navio da armada francesa vigia as manobras dos piratas que tomaram um cruzeiro de luxo de bandeira francesa na última sexta-feira, 4, no litoral da Somália e já percorreu 400 quilômetros com os cerca de 30 membros da tripulação reféns. Autoridades somalis pedem que Paris e Washington empreendam uma ação militar ao iate ocupado.   O Ministério de Relações Exteriores francês assegura que mantém contato com os piratas, que ainda não fizeram exigências ou pedidos de resgate -, e que os reféns são bem tratados e estão em bom estado. Entre os seqüestrados estão 22 franceses, além de ucranianos e coreanos. Seis deles são mulheres.   Segundo o El Pais, as famílias dos dois marinheiros foram recebidas na segunda-feira pelo chanceler francês, Bernard Kouchner. A tripulação, assegurou os pais de um dos funcionários, estava consciente de que navegava por uma zona perigosa. Em um e-mail, o filho lhes contou: "temos entrado em zona pirata, fechamos todas as possíveis entradas no navio. Se quer saber o que é ansiedade, é isso".   Uma unidade de elite francesa chegou na segunda na base militar de Yibuti, no Mar Vermelho, para libertar, se for necessário, os membros da tripulação do iate de luxo Bonant. Apenas os tripulantes estava na embarcação no momento do assalto.   Os piratas que atuam na região costumam fazer pedido de resgate apenas quando alcançam terra firme. Suspeita-se que eles se dirigiam para a cidade somali de Eyl, a 800 quilômetros ao norte da capital Mogadiscio, região em que um barco russo e sua tripulação foram retidos há dois meses, antes de serem trocados por um resgate de US$ 700 mil.

Tudo o que sabemos sobre:
SomáliaFrançapiratas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.