Ashton, da UE, condena declarações do Irã sobre Israel

A chefe da política externa da União Europeia disse neste sábado que as declarações feitas pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, descrevendo Israel como um "tumor cancerígeno" sem lugar no futuro do Oriente Médio, eram "ultrajantes e ofensivas".

Reuters

18 de agosto de 2012 | 15h35

O linguajar de Catherine Ashton foi incomumente franco para a principal negociadora do Ocidente sobre o programa nuclear do Irã.

Ashton "condena fortemente as declarações ultrajantes e ofensivas ameaçando a existência de Israel, feitas pelo Líder Supremo e presidente da República Islâmica do Irã", afirmou um comunicado emitido por seu porta-voz. "O direito à existência de Israel não deve ser questionado."

Na sexta-feira, Ahmadinejad disse a manifestantes em protestos organizados pelo Estado que "no novo Oriente Médio... não haverá traço da presença americana e dos sionistas". Enquanto milhares de iranianos gritavam "Morte à América, morte a Israel", Ahmadinejad chamava Israel de um "tumor cancerígeno" pela ocupação de territórios palestinos.

No início desta semana, a mídia iraniana divulgou que o Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, disse que um dia Israel seria devolvida à nação palestina e cessaria de existir.

Ashton é a principal negociadora em nome das seis potências - os Estados Unidos, a Rússia, a China, a França, a Alemanha e a Grã-Bretanha - que estão tentando convencer o Irã a refrear seu programa nuclear através de sanções econômicas e da diplomacia. Eles temem que o programa nuclear iraniano tenha como objetivo a produção de armas, embora Teerã diga que ele serve apenas a propósitos pacíficos de produção de energia.

Ashton e o principal negociador do Irã concordaram no início de agosto em manter mais reuniões sobre o programa nuclear iraniano, mas não há sinais de progresso iminente na disputa que se arrasta há uma década.

Ashton "pede que o Irã desempenhe um papel construtivo na região e espera que seus líderes contribuam para diminuir a tensão e não para alimentá-la", afirmou o comunicado deste sábado.

Na sexta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que ataques verbais contra Israel eram "ofensivos e inflamatórios".

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